É surpreendente que a sentença absolutória afirme que sim houvo "negligência" e "agir omissivo" no processo de "revisom de ofício dos contratos afetados implicitamente pola sentença do tribunal supremo..." mas nom "de tal enverdadura como para considerá-lo constitutivo de um delito de prevaricaçom". E surpreende porque os vínculos manifestos dos contratos nulos com o partido do presidente da cámara (PP), com todo o que isto implica, estám reconhecidos também pola famosa sentença de 2001.
Ao ler autos e sentenças relacionados com este assunto, dá a sensaçom de assistir mais a intentos de absoluçom que procuram amparo na versatilidade da linguagem, do que a umha conclusom alicerçada nuns factos concretos tam simples como evidentes.
For Solha ou nom declarado culpado de um delito de prevaricaçom pola "justiça", estamos a falar de contratos declarados ilegais por sentença firme do Tribunal Supremo em 2003, ratificando a de 2001. Contratos ilegais que contam nalguns casos com 20 anos de antigüidade.
Estamos perante a situaçom do conto do rei nu, por enquanto a "justiça" teima em dizer que nom há delito, como diziam ao rei da formosura da sua nova roupa, mas continua a haver dia a dia na Cámara municipal de Ponte Areias atividades desenvolvidas por pessoal sem a qualificaçom requerida e, portanto, implica que o povo de Ponte Areias viva "administrado em delito". Mas ao tempo, o povo de a pé dizimos com a naturalidade e singeleza do olhar claro da criança do conto: "A Cámara municipal está cheia de contratos irregulares; está cheia de apadrinhados, ou enchufados, como se di em espanhol" como ela dizia "mas se está nu, o rei está nu!"
Quanto a nós, apresentaremos em breve e com poucas esperanças, denúncia nos tribunais com toda a informaçom que temos a respeito das contrataçons irregulares. Que seja a própria "justiça" a encarregada de continuar a deixar passar por legal umha situaçom aberrante e insultante sentença após sentença. Nós continuaremos a manifestar até o final como Galileu dixo que a terra se movia que: "contudo, há enchufados (apadrinhados)".

