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GalizamapaGaliza - Diário Liberdade - No 1º de abril, vam os burros onde nom devem ir!  


 Negociaçons entre soberanistas da Galiza e autoridades lusófonas mantivérom-se em silêncio por meses. Petiçom será num ano.

2014 poderá ser o ano em que a Galiza ingresse na ONU como estado independente. Se isso acontecer, será graças à proposta de todos os países pertencentes à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) quem, em declaraçom conjunta, acabam de explicar que "o sentimento de fraternidade" com a Galiza leva-os a "impulsionar conjuntamente" o reconhecimento do pequeno país europeu na Organizaçom das Naçons Unidas (ONU). A Galiza, no entanto, entraria como Estado observador, num estátus semelhante ao da Palestina.

Submetida polo Estado espanhol, o marco poderá ser decisivo na consecuçom da independência da Galiza.

Forças independentistas e nacionalistas galegas negociárom com os ministérios dos exteriores

As conversas que conduzírom ao ponto em que hoje estamos começarom fai um ano e se mantivérom em secreto "para evitar sabotagens políticas" de terceiras partes (nomeadamente Madrid), em palavras de Filipe Ameneiro, Coordenador do Comité Negociador da Galiza, para o Diário Liberdade.

O delegado foi conjuntamente escolhido polas forças políticas galegas participantes na negociaçom (BNG, FPG, CxG e Nós-UP) e foi intencionalmente "umha pessoa pouco conhecida no mundo do independentismo, para evitar preconceitos ou suposiçons" que pudessem ser usadas "do exterior" para sabotar o processo, explicou Ameneiro.

Em abril de 2012, em Madeira (Portugal), reunírom-se representantes do Ministério das Relaçons Exteriores do Brasil e do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, com membros do independentismo galego. Durante meses, esse grupo tratou os pormenores do processo de reconhecimento internacional da Galiza. Foi em reunions desenvolvidas em Madeira (Portugal), Brasília (Brasil) e Tui (Galiza).

O apoio conjunto dos países da CPLP foi proposto somente na última semana aos outros países. Ontem, o último país confirmava o apoio à iniciativa.

Surpreendentes declaraçons, também, de Mendes Ferrim, quem dijo que "este foi o verdadeiro motivo da minha renúncia [na RAG]: nom podia continuar presidindo o organismo e participando na fase final das negociaçons". Ferrim, porém, indicou que nom está plenamente satisfeito com o resultado: "em todo momento pedi que se admitisse como oficial a normativa ILG do galego, e que ele fosse ensinado nas aulas de primária e secundária do Brasil e Portugal" mas "nom foi possível e, agora, teremos que aceitar a normativa imposta por uns poucos centenares de milhons de lusistas".

"O Brasil sempre foi solidário com as reivindicaçons galegas"

Vera Barrouin, Sub-secretária Geral Política do Ministério das Relaçons Exteriores do Brasil e diretora do Comité do seu país nas negociaçons, declarou fai poucos minutos que "as horas de negociaçons dérom bons resultados" e que "estamos muito contentes de que a Galiza poda ter umha oportunidade de ser reconhecida na ONU". Segundo Barrouin "o Brasil sempre foi solidário com as reivindicaçons galegas" e "continuará sendo". Barrouin terminou a sua declaraçom com a frase "Galiza Ceive, Poder Popular!" e "Denantes mortos que escravos!".

Reaçom de Madrid

A reaçom do Reino da Espanha (quem mantem sob ocupaçom a Galiza) nom se fijo esperar. O representante autónomo de Madrid na Galiza, Alberto N. Feijó (do ultradireitista PP), dijo que "nom reconhece a legitimidade do grupo negociador" apesar do qual "estám dispostos a aceitar o processo, se isso implica vantagens para as empresas de uns e outros países".

Pola sua parte, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajói (também do PP), num almoço com empresariado, explicou que "barraremos a proposta separatista na ONU", antes de assegurar que "Artur Mas (presidente nacionalista do governo catalám) está por trás desta estratégia, disso nom temos nengumha dúvida". "Se a Galiza está na ONU, nós estaremos por toda parte" acrescentou Rajói, e por isso" no improvável caso de a iniciativa ter sucesso na ONU, Espanha pedirá a entrada na CPLP".

E o que acontece com a Galiza irredenta?

Nos próximos meses, grupos promotores impusionarám referénduns nas comarcas do Eu-Návia, Vale de Íbias, Berzo, A Cabreira e Seabra para que as populaçons desses territórios podam decidir se aderem, ou nom, o processo internacional de reconhecimento da Galiza. Será independentemente do que Madrid dizer, asseguram do Comité Negociador galego. As votaçons nessas comarcas do leste galego deverám ser antes de final de ano.

Ano próximo

Os países da CPLP e a Galiza tencionam levar o assunto à ONU no prazo de um ano, isso é: a partir de 1º de abril próximo.


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