Mais umha vez, assistimos ao massacre planificado de populaçom civil palestiniana e à destruiçom material dos bairros e cidades de Gaza, com o objetivo declarado de "devolvê-la à Idade Média", em palavras do governo de Netanyahu, e garantir assim o que chama "segurança" e que na verdade é a expansom ilegal, violenta e impune do imperialismo israelita à custa da expulsom de todo um povo do seu legítimo território.
Também assistimos, com verdadeiro nojo, aos discursos da chamada "comunidade internacional", que a caminho entre a passividade e a cumplicidade possibilitam que a estratégia de extermínio protagonizada polo Estado sionista avance implacável, com o apoio entusiasta do governo norte-americano presidido por Barak Obama e o nom menos aberrante seguidismo da UE.
Com efeito, só o mais aberrante racismo pode dar cobertura ao uso inusitado da violência militar, numhas condiçons de desigualdade tam brutais entre forças: um dos mais poderosos exércitos do mundo contra um povo carente de forças armadas regulares, que se defende desesperadamente contra os bombardeamentos áereos, o fósforo branco e a ameaça de umha invasom terrestre.
NÓS-Unidade Popular, como parte da esquerda nacional galega defensora dos direitos dos povos e inimiga de toda forma de imperialismo, manifesta mais umha vez a sua solidariedade incondicional ao irmao povo palestiniano e apela a que o nosso povo alce a voz contra a flagrante violaçom dos mais elementares direitos humanos protagonizada por Israel, com o apoio e a cumplicidade dos EUA, a Uniom Europeia e o Estado espanhol.
Enquanto a Galiza nom for um Estado independente ao serviço do povo galego e da emancipaçom humana, pouco poderemos fazer no ámbito da eufemisticamente chamada "comunidade internacional", que tam bem serve na atualidade aos imperialismos sionista, europeu e ianque, mas entretanto devemos sair às ruas e manifestar a nossa enérgica repulsa ao que está a suceder na Faixa de Gaza.
NÓS-UP apoia todas as convocatórias realizadas na Galiza em solidariedade com o povo palestiniano e soma-se às vozes que reclamam o fim das agressons sionistas e o imediato e pleno reconhecimento do Estado palestiniano.
Galiza, 18 de novembro de 2012
Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular


