Que nos posicionamos contra deste jogo porque, em primeiro lugar, a seleçom espanhola de futebol nom nos representa. Esta equipa é um dos símbolos preferidos do chauvinismo espanhol, de um Estado empenhado em negar-nos como naçom e em negar os nossos direitos coletivos mínimos, noemadamente o direito democrático de autodeterminaçom. Aliás, o rival escolhido para este amigável, Arábia Saudita, representa um regime opressivo e reacionário como poucos no mundo, isso sim, amigo de fazer bons negócios com o imperialismo ocidental, se nom que lho perguntem ao Bourbon e à oligarquia espanhola.
A seleçom espanhola de futebol tem um papel político evidente, fomentar a identidade espanhola mais reacionária nos povos que Espanha oprime. Se nom fosse assim, qual seria o problema em que a Galiza tivesse seleçons desportivas próprias que pudessem disputar competiçons internacionais de maneira oficial?
Sabemos que é o Partido Popular, especialmente através da Deputaçom provincial que encabeça o cacique Louzán, quem se empenhou, até consegui-lo, em que a seleçom espanhola jogasse em Ponte Vedra para, dizque, inaugurar um estádio que há anos que está acabado e utilizando-se. Isto nom nos estranha. O que chama a atençom, ainda que já nom muito visto o seu gosto pola “Vuelta a España” ciclista, é o seguidismo espanholeiro do governo municipal e do BNG.
Todas as facilidades para a disputa do jogo, incluindo obras de última hora nos arredores de Passarom e nem a mais ligeira crítica ao mesmo, já nom digamos um posicionamento contra. É nisto no que se concretiza o “giro soberanista” que, seica, deu o Bloco a instáncias da UPG de Lores e cia.? Vaia força “alternativa” a que fica caladinha enquanto o espanholismo organiza umha nova exibiçom pública na nossa cidade!
Além disto, há hoje prioridades nas que investir os recursos públicos e, mais do que organizar jogos de futebol, é hora de que as administraçons se centrem em fomentar políticas sociais para combater os graves efeitos que a ofensiva burguesa está a ter para as classes populares, sempre com a escusa da crise capitalista. É também a hora da organizaçom e da mobilizaçom sociais, nom do circo para a plebe.
Galiza nom é Espanha!
Ponte Vedra, setembro de 2012

