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270712 presGaliza - Galizalivre - O Dia da Pátria espelhou nas ruas de Compostela o estado atual do campo nacionalista galego: o processo de descomposiçom do autonomismo -inserido na crise da política e a lógica da representaçom- atingiu de cheio o independentismo, como se pudo ver em duas manifestaçons que, em conjunto, juntárom menos gente do que nunca na história do arredismo.


O esfarelamento nom se notou, em tanto, na noite da mocidade combativa, que mantivo o pulso com o Estado de sítio, embora a desproporçom das forças repressivas seja cada vez maior. A solidariedade com as presas e presos independentistas voltou às ruas na cadeia humana por riba de brigas partidárias, um valor em si que deve ser cuidado e no que nom pode entrar o cálculo. Combatividade e solidariedade, dous valores que permanecérom intatos, como núcleo duro da identidade histórica do arredismo.

Por outra banda, a apariçom da revista O Golpe, ou a assembleia de iniciativas galegas autogeridas, sinalam claramente umha nova direçom do movimento popular galego, construçom nacional e social além do partidismo e a lógica da representaçom.

No Galizalivre fazemos umha pequena crónica desta jornada de luita e de açom patriótica, que podes consultar nos seguintes enlaces.

Solidariedade com os presos e juventude combativa no 24 de julho

Presença dos presos e presas independentistas

Dispersados nos cárceres espanhóis, os presos e presas independentistas estivérom mui presentes em toda a jornada do dia 24 e 25 de julho. A solidariedade, de novo, foi o único que unificou todas as famílias do independentismo. A cadeia humana de Ceivar, que atinge a sua quinta ediçom, logrou superar numerosos atrancos administrativos e legais para voltar estar na rua, embora sem poder entrar na zona velha. Umhas duzentas pessoas dérom-se as maos até a praça 8 de março para exigirem a volta à casa dos arredistas presos em Espanha. Aliás, as reivindicaçons dos presos estivérom muito presentes nas manifestaçons dos dous dias, estando Ceivar na praça da Galiza durante o passo de todas as manifestaçons do 25, e ouvindo-se a gravaçom dum comunicado de Telmo Varela na de Nós-UP. A única nota discordante foi ao remate do ato de Ceivar, no que um dos membros fijo um chamamento em nome do organismo popular anti-repressivo a participar só na manifestaçom da Causa Galiza, sendo desautorizado por Ceivar, entidade que restringe a sua atividade ao ámbito anti-repressivo.

A noite da mocidade

Nos atos da mocidade destacou a colaboraçom, mantendo umha dinámica mais saudável. Cabe sublinhar nisto o somamento de Adiante a convocar a rondalha junto com a AMI, atingindo a XVIII ediçom; e também a realizaçom de um passa-ruas independentista por parte de Isca! pola primeira vez.

A manifestaçom de Briga tivo muitos atrancos legais, finalmente superados através de um recurso ao Tribunal Superior de Justiça da Galiza, que lhes deu a razom face a Subdelegaçom do Governo espanhol na Galiza, quem terá pagar umha idenizaçom. A manifestaçom, que conseguiu rematar, transcorre porém entre um cordom policial que pom em questom o direito a manifestar-se.

No caso de AMI e Adiante, a postura policial foi implacável, com um despregamento maior do que em ediçons anteriores, e bloqueando todas as entradas à zona velha, e ruas polas que se podia sair desde a praça 8 de março. Rodeados por agentes armados, a mocidade realizou o ato político na 8 de março, queimando a bandeira espanhola enquanto soava o hino galego e afirmando que se era impossível sair em manifestaçom dada a desproporçom policial, "a noite é também mui longa". Apelos à "independência" e à "resistência" prolongárom-se até que a polícia espanhola de choque abandonou o lugar.

À noite produzírom-se distúrbios em vários pontos da cidade, com barricadas e ataques a entidades bancárias, sinalando fontes do galizalivre.org que estas apurárom ao máximo os arranjos para com o novo dia dar apariência de normalidade e nom visibilizar estragos. Num dos distúrbios um jovem resultou retido por "buenos ciudadanos", sendo levado a disposiçom policial e posto em liberdade com cargos por desordens públicas três horas depois.

Grande desafeçom da militáncia com os partidos neste 25 de julho

No dia da Pátria, a relativa continuidade com o ano anterior que apresentárom os atos do 24, nom se extendeu ao 25, com um panorama novo. O processo de descomposiçom do nacionalismo político, que afetou ao independentismo, deixa como saldo as piores cifras da história das mobilizaçons arredistas do Dia da Pátria: entre Causa Galiza e Nós-UP, conforme as contagens do Diário Liberdade, só se juntárom quinhentas pessoas.

O BNG mantivo-se nas suas margens habituais apesar das cissons, e plasmando o seu giro discursivo menos anti-independentista nas consignas. Por sua parte, tanto ANova como CxG nom se atrevérom a sair em manifestaçom, escolhendo o formato mitim em sendas praças. Cabe sinalar para a reflexom que a ANova liderada por Beiras, e da que participam MpB e FPG, nom foi capaz de juntar tanta gente como as manifestaçons anteriores da Causa Galiza

Na manifestaçom da Causa Galiza, a queda de participaçom deve-se à marcha de MpB e FPG, mas também às decisons políticas do último ano, que lhe figérom perder o apoio da sua base social, acrescentando o desapego ao partidismo.


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