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selecom espanhola ferrol

Galiza - Briga -  


Se um extraterrestre aterrasse na Galiza hoje nom teria muitas dúvidas: caiu em Espanha. Milhares de trapos "rojigualdas", camisolas de futebol, bonés, pulseiras bregas, colantes nos veículos, e multidom doutros símbolos representativos do regime juancarlista aparecem em todo o lugar. O "support our troops" ianque em versom espanhola, alentando duas dúzias de famosos guerreiros da bola cara ao objetivo de alcançar a impressionante soma de 300.000 € por cabeça por proclamar-se campeons da "Eurocopa". Existem porém sérias dúvidas de que essa quantia seja tributada no estado que dim representar, e que seja socialmente legitimável na situaçom de inquietante crise que pagamos as pessoas trabalhadoras, nomeadamente jovens, mulheres e imigrantes.

Mas a realidade é um fantasma que, por muito temor que infunda, devemos enfrentar com as cartas sobre a mesa. Desde que há 4 anos Espanha ganhava umha competiçom importante, o fenómeno "fan" pervive e estende-se abrangendo nomeadamente as camadas juvenis educadas na sociedade do consumismo, do êxito como princípio primeiro e último, e da alienaçom submetida aos ditames do mercado transmitidos via televisom ou internet.

@s jovens de BRIGA sabemos que isto é assim. Que a abatida espanholista é contumaz e alimenta um sentimento de identificaçom nacional. Apesar de estar cimentado sobre a simples fraternidade à volta dos sucessos do futebol masculino, Espanha consolida de qualquer forma umha realidade frágil mas omnipresente, estúpida e oportunista mas rendível e funcional.

Nom temos por que olhar para outro lado. Estamos rodead@s de espanholismo desenfreado e a ferida da impotência é a única que expulsa sangue novo, com sabor a rebeldia, que lateja nos coraçons de centos de jovens zangad@s espalhad@s polo país.

A celebraçom dos méritos da seleçom espanhola de futebol nom é neutra. Nom é um mero festejo inerme que devemos obviar ou ao qual mesmo aderir, como constantemente manifestam os líderes autonomistas das naçons submetidas por Espanha, caso do BNG ou Compromiso por Galicia. É umha ferramenta, talvez a mais aperfeiçoada no século XXI, de homogeneizaçom do projeto capitalista espanhol tufado do fascismo que impujo a sua bandeira com o sangue d@s obreir@s, d@s democratas e dos patriotas galeg@s há menos de 100 anos.

A vergonha é um sentimento de pura humanidade. De vitalidade. E de rebeliom, porque ela nos mostra o inconformismo e as arelas de mudança. Mas sós, pequenos satélites isolad@s num planeta de paranoia coletiva, nom podemos demonstrar que a Galiza existe. Que a Galiza está viva, ativa e orgulhosa.

Temos só umha alternativa: ainda que sejamos menos, unid@s somos o espírito dum corpo envenenado que se resiste à assimilaçom. Um cérebro sam que se resiste a ser colonizado por células amnésicas que eliminam toda a história dum povo.

E se continuam a ganhar, ofereçamos-lhes o nome da sua derrota: a juventude organizada em BRIGA dá fé de que por muito alto que chegarem, estamos por luitar para que caiam. E como todo o que sobe, baixa: cairám.

ORGANIZA-TE E LUITA!
GALIZA NAÇOM, GALIZA SELEÇOM!
VIVA GALIZA CEIVE!


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