Com só 58 anos, Pico era já umha figura reconhecida e com umha longa trajetória profissional nos cenários da Galiza, umha trajetória iniciada em 1972 e diversificada entre o teatro e o cinema, além de séries e outras atuaçons televisivas, sempre em torno de produçons realizadas no nosso país.
Além de ter presidido a Academia Galega de Audiovisual, Xosé Manuel Olveira, ganhou importantes prémios, como os Mestre Mateu de 2008, ou o atribuído pola melhor interpretaçom coadjuvante masculina por Os mortos vam às pressas e por Retornos. O Prémio Augusta ao melhor ator no Festival Internacional de Cinema Independente de Braga (Bragacine), polo seu papel protagonista em Simbad, deu-lhe o reconhecimento do mercado cultural português.
Participou em meia centena de filmes, alguns de produçom galega, outros espanhóis, dada a precariedade da indústria cinematográfica de um país dependente como ainda é a Galiza. Porém, foi no teatro que entregou as maiores doses de arte e trabalho, um pouco por todo o país e durante décadas.
A grande perda que a morte do ator de Muros é assinalada hoje por todo o mundo cultural galego, levantado com o trabalho, o talento e o profissionalismo de trabalhadoras e trabalhadores como Xosé Manuel Oveira, Pico.

