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260313 arevoltaGaliza - Galizalivre - O Centro Social A Revolta cumpriu a sua primeira década de existência. Um dos pioneiros do movimento dos centros sociais, o mais velho dos ainda abertos depois da Cova dos Ratos em Vigo e a Fundaçom Artábria em Ferrol, demonstrou este sábado que continua com umha vitalidade excelente apesar dos anos, dos relevos de ativistas e dos duros golpes impingidos pola polícia.


Todo um dia de celebraçom

O décimo aniversário foi festejado polos sócios e sócias com um programa de atividades o sábado 23 de março, que incluiu a "libertaçom" de centenares de livros polo bairro do Berbês, um jantar popular com meio centenar de comensais, exibiçons dos grupos formados nos cursos de dança, pandeireta, gaita e guitarra, a elaboraçom de um mural na porta do local que reproduz a primeira ediçom do Cantares Galegos de Rosalia (o centro social encontra-se no local em que se imprimiu o livro inaugural do Ressurgimento), além de umha foliada que durou até a madrugada.

Na jornada salientou a participaçom de crianças de curta idade, num número de mais de umha dúzia, que dam prova da continuidade militante dos jovens que em 2003 inauguravam o local social. Membros da Revolta de todas as geraçons militantes que se formárom no centro social participárom da comemoraçom, num ambiente de grande irmandade e otimismo.

Para a ocasiom a associaçom esforçou-se em melhorar a imagem do local, pintado e desenhando o interior e talhando um rótulo de madeira que se colocou o próprio dia.

Em pé apesar da repressom

Com épocas melhores e épocas mais baixas, o centro social A Revolta tem conseguido instalar-se na vida associativa de Vigo, especialmente do bairro em que se encontra, e no panorama político independentista nacional.

Com a recuperaçom do Merdeiro como sucesso mais afamado, a promoçom de atividades culturais e políticas em Vigo por volta do dia da Pátria, da Reconquista ou dos diferentes conflitos e luitas populares nom se viu entravado por umha repressom que golpeou este centro social mais que nengum outro.

No próprio sábado, depois do jantar, a associaçom projetou um vídeo no que se incluía umha mensagem gravada de Roberto Fialhega 'Teto', prisioneiro atualmente no cárcere de Estremera, e umha outra de Júlio Saiáns, que saíu há poucos meses da cadeia. Além deles, outros quatro "habituais" do local (Eduardo, Xurxo, Koala e Diego) tenhem passado pola prisom ou continuam nela,depois de operaçons repressivas que em duas ocasions incluírom o registo, criminalizaçom e pilhagem do centro social.


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