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lueiro reiGaliza - Sermos Galiza - Quase ninguém sabe que o escritor e jornalista Manuel Lueiro Rei nasceu em Fornelos de Montes. Só quando vam lá mais de vinte anos da sua morte, o concelho em que viu a luz rende-lhe umha homenagem convocando um prémio poético e umha jornada literária na sua memória. A Associaçom de Vizinhos O Cruzeiro da Laje leva a iniciativa.


A literatura de Fornelos de Montes está em cada umha das suas casas, nas moreias de histórias da emigraçom que guarda a memória popular das geraçons que fôrom maiormente a Lisboa e Salvador de Bahia. Cada ano, polo Sam Lourenço, a festa patronal, as bandeiras do Brasil e Portugal ondeiam na torre da Igreja, ao pé das oficiais, com o lugar que merecerom ao acolherem fornelenses que saírom de cada umha das suas casas.

Porém, os vizinhos e vizinhas de Fornelos conhecem a existência de um escritor com obra impressa, um autor de histórias, artigos e poemas que nasceu e tivo casa no concelho. De Manuel Lueiro Rei sabem em Fornelos todos os que passam dos trinta anos. Até o fim dos seus dias mantivo contato com o concelho e era habitual vê-lo em dias assinalados, entre eles, o dia de defuntos, quando Lueiro regressava, como tantos que tinham ido embora deste concelho que padeceu a emigraçom e o êxodo rural, a honrar os seus mortos.

Escritor e comunista

Em Fornelos respeitava-se a Lueiro como “escritor e comunista”. Essas duas palavras avondavam para marcar a diferença do vizinho que de cote voltava à sua terra. Se cumpria ampliar os dados, sempre havia quem acrescentava que escrevia em jornais, que viajara e que estivera perseguido. Dados avondo para marcar a singularidade da sua figura, do amável homem que falava e buscava reconhecer a procedência dos novos herdeiros das casas da aldeia.

Apesar dessa memória popular que se conservou em Fornelos, nunca desde a sua morte há já mais de vinte anos se recuperou a sua memória para o concelho. De facto, quase todo o mundo situa Manuel Lueiro Rei em Ogrobe, o concelho em que morou boa parte da sua vida e que cada ano convoca um prémio de narrativa com o seu nome. Quase todo o mundo menos os seus vizinhos, os naturais do concelho que presume ser o que mais chuva recolhe de toda a Península.

Só agora, a iniciativa da Associaçom de Vizinhos O Cruzeiro da Laje junto com Concello e a Editorial Sotelo Branco, a memoria de Manuel Lueiro Rei regressa ao seu Fornelos natal coa convocatoria da primeira edición dun premio de poesía e a organización dunha jornada literaria que terá lugar o próximo sábado día 29 de xullo.

Desde mediodía terá lugar a Feira do Libro Galego Descatalogado e por volta das 17 horas comezará un acto literario no Multiusos do Concello com a intervençom da coral de Fornelos e unha mesa redonda na que estarán Jesus Afonso Monteiro, Armando Requeijo, Manuel Quintás, Francisco Lores Mascato, Francisco Martins Bouças, Olegário Soutelo Branco e Francisco Lopes Franco.

Manuel Lueiro Rei veu ao mundo em Fornelos de Montes no mês de abril de 1916. Quando tinha poucos anos, a familia trasladouse a Ogrobe, concelho ao que estivo vinculado toda a sua vida. Militou na clandestinidade no Partido Comunista e da sua autoria é umha generosa obra literária e jornalística con títulos de poesía como Um tempo de sol a sol, Escolma ferida ou Derradeira escolma ferida, publicado a título póstumo. Em narrativa, Manso valeu-lhe em 1966 o Prémio Ciudad de Oviedo e a censura do franquismo dun libro que se editaría íntegro em Buenos Aires. Nom deveriam medrar é o título máis conhecido dunha obra pola que paira o ideario do seu autor, o devecer pola democracia e pola justiça social que conduciu o seu caminhar durante toda a vida, até a morte en 1990 em Ogrobe.  


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