A imensa riqueza do nosso país, das suas terras e águas, foi sempre pouco aproveitada para benefício da maioria social, constrangida por umhas instituiçons dependentes dos interesses de Madrid ou Bruxelas e dispostas a seu serviço. E também ao de centos de caciques que medrárom na aranheira de intermediários que tantos estômagos agradecidos tem enchido.
Mas afortunadamente, apesar do espólio, a emigraçom, a decadência... apesar da brutal crise que a Galiza padece e que nos coloca entre a espada e a parede, umha importante maré popular volta a reagir perante a ameaça de vender-nos por um prato de lentilhas. De entregar o ouro dos nossos vales em troca de umhas migalhas para maior lucro alheio e um futuro de terrível miséria associada à brutal destruiçom meio-ambiental. Apenas 271 postos diretos para os quais já se inscrevêrom mais de 7.000 solicitantes fruto da desesperada realidade socio-económica do país.
Pretendem chantar um buraco meteórico para extrair ouro e levá-lo a mercados onde traficar com ele. Deixando-nos 1,20 € por metro quadrado para proprietários privados cedendo à exploraçom, que depositaria arsénico nas nossas águas (já sobrecontaminadas pola antiga e cativa mina inglesa de galerias que operava no lugar sem qualquer proteçom sanitária das autoridades) a raiz da extraçom dos filons em que se encontra o ouro.
Levando-se 30 toneladas de ouro, deixaria 89 milhons de metros cúbicos de estéreis de mina e 11 de lodos contaminados por arsénico. E também por cianuro, utilizado apesar das declaraçons comunitárias contra para processar os veios de ouro. Todo recolhido em balsas similares às que arrebentárom em muitos outros pontos do mundo, e umha área de entulho descomunal.
A juventude trabalhadora galega deve posicionar-se. Nesta ruina de país a que nos conduze o capital em aliança com a Europa dos estados bandidos, nom nos venderemos por trabalhar como escravos arriscando perigosamente a saúde e construindo um cemitério de lixo onde hoje está um país vivo. Maltratado, deconstruído, mas vivo. Nom nos resignaremos. Luitaremos por recuperar a soberania. Por decidir nós o uso que terám as nossas terras, cuja exploraçom a aproveitamento só nos pertencerá a nós, aos e às que a trabalhemos.
A mina de Corcoesto é mais miséria sobre miséria. É jogar com a desesperança de um povo para aproveitar-se dele. A nós nom nos beneficia. Somos o futuro da Galiza, e nom a queremos emporcalhada.


