Segundo fontes da DGT, nos últimos meses fôrom cursadas mais de 3.000 denúncias, cifra que deve ser multiplicada por muito para obter a quantidade de "saltos" realizada, já que a prática totalidade das vezes nom se formaliza nengumha sançom.
Umha prática minoritária que prende nas massas
A decisom de nom pagar portagens a AUDASA compartilham-na dezenas de pessoas desde há muitos anos, respondendo a muitos motivos diferentes. Para sabotar umha empresa que agride à nossa Terra, para nom financiar o estado e o capital, ou simplesmente para aforrar uns euros, umha quantidade reduzida de galegas e galegos mantivo a sua insubmissom tenazmente e em silêncio desde a construçom mesmo da "navalhada" que atravesa o País de norte a sul. Neste último ano, porém, diversas circunstáncias permitírom que cundisse o exemplo e se generalizasse na populaçom, sendo cada vez mais freqüente encontrar insubmissos e insubmissas de qualquer ideologia e condiçom social. Segundo a Direçom Geral de Tránsito espanhola, os "saltos" detectados polo Estado atingírom já a freqüência de várias dezenas diárias, e isso sem que nengumha campanha de boicote público se tenha posto a andar. Aliás, os insubmissos sabem que a imensa maioria das vezes em que se passa a portagem sem pagar fica impune, polo que as 3.000 denúncias dariam umha ideia mui pequena da magnitude do fenómeno.
Campanha do medo
A situaçom crítica em que se encontram as empresas concessionárias de autoestradas, similar nos seus efeitos à das entidades financeiras (porque as autoestradas som também infraestruturas essenciais para o Estado), tem obrigado ao Estado espanhol a assisti-las de muitas maneiras, desde o financiamento direto (ao tempo que se retirou o subsídio à tarifa paga polo usuário) até a prolongaçom dos períodos de negócio de muitos tramos. Também é parte desta ajuda às concessionárias a campanha do medo que estám a promover a DGT junto com vários meios de comunicaçom, nomeadamente La Voz de Galicia. A campanha consiste em assustar aos insubmissos e insubmissas, fazendo-lhes crer que cada "salto" conlevará umha sançom de 100 €. Embora nom se poda descartar que no futuro realmente mudem a lei para poder perseguir economicamente a quem se recuse a pagar um serviço privado a umha empresa privada, o certo é que de momento nom é assim e a ameaça nom é levada à prática.
O que está a acontecer nos últimos tempos é que a DGT sim cursa multas por valor de 80 € a alguns condutores que traspassárom a portagem na via "T", essa na que para se paga com um dispositivo eletrónico sem deter o carro. O resto das opçons para passar sem pagar (dos quais o mais empregado é o de passar depois do carro precedente na via de pagar em metálico) continuam sem ser castigadas nunca, exceto quando é detetada no momento por um controlo da guarda civil.
Organiza-se a insubmissom e a proteçom jurídica
Para a situaçom em que chega a receber-se umha sançom administrativa da DGT, em todos os casos consultados por Galizalivre.org a pessoa sancionada recorreu a sançom e ganhou o recurso, ficando portanto em papel molhado. Para facilitar estas respostas jurídicas, bem como para promover a insubmissom nas portagens, nasceu a "iniciativa eu nom pago", que disponibiliza em internet diferentes modelos de recursos já provados por outros condutores que conseguírom evitar a sançom.
Três incrementos de preços neste ano
Além do desemprego e das campanhas similares noutros países, um dos factores que contribuiu a estender a desobediência às portagens foi o incremento repetido das tarifas, que acumulam duas subidas no que vai de ano e ainda estám pendentes de umha terceira suba o 1 de setembro, correspondente à suba do IVA até o 21%. Desde esse dia, o trajeto de Vigo a Corunha custará 28 euros, quantidade que sem contar a gasolina é já mui superior ao custo do bilhete de autocarro ou comboio, por exemplo. Esperemos que continuem os mesmos efeitos que se venhem verificando nos últimos meses: mais insubmissom nas portagens, menor uso das autoestradas, preferência polo transporte público... e menor mobilidade desnecessária.

