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260112_folha_agitativa_briga_compostela_n_2Galiza - Briga - O Grupo de Base de Compostela tirou do prelo mais um número da sua folha agitativa, que fora recuperada este mesmo curso político.


O Pedra Vermelha, que se cola polas ruas da capital como porta-voz das demandas da juventude independentista organizada em BRIGA, denunciou nesta ocasiom mais umha manifestaçom de criminalizaçom por parte do governo local compostelano.

O vereador Juan de la Fuente emitiu umhas declaraçons en que cargou mais umha vez sem provas contra a juventude da comarca, imputando-nos genericamente atos vandálicos acaecidos a começos deste mês e sobre cuja autoria nom existe qualquer indício.

Colamos na íntegra o texto:

Advertimos com preocupaçom a constáncia do governo local na criminalizaçom pública da juventude desta cidade. A semana passada, o governo presidido por Conde Roa relacionou os danos sofridos por umha representaçom artística da virgem da Cerca com o lazer noturno da juventude. O responsável da câmara municipal por Vias e Obras, Juan de la Fuente, falou do tema numha emissora radiofónica. Na entrevista explicou o acontecido achegando dados concretos que carecem de base documental, toda vez que nom se realizou nengum atestado policial que registasse qualquer incidente.

Para Juan de la Fuente, um grupo à volta d@s dozes jovens teriam utilizado um contentor do lixo para alcançar a cabeça da estátua postada na Companhia de Maria e, ao pendurar-se dela, esta cedeu polo peso e separou-se em três pedaços. Todo isto teria acontecido a noite do 5 para 6 de Janeiro. Porém, a realidade é que se desconhece a autoria e contexto do rompimento da cabeça da figura de pedra. A menos, é claro, que o vereador saiba algo que o resto nom.

Porque difunde Juan de la Fuente estas informaçons? Porque se fai eco delas El Correo Gallego a semana seguinte ao acontecimento? Umha estratégia muito comum nos governos reacionários de qualquer signo político é procurar um inimigo. Um referente que funcione socialmente como representaçom do negativo, do prejudicial, do perigo. Esta forma de criar sentimento de unidade à defensiva numha comunidade nom coesionada é muito própria do fascismo. Para evitar outra classe de conflitos, ou para canalizar os existentes, orienta-se a descarga emocional da comunidade sobre alguém. Na Compostela do século XXI, sobre a juventude.

Apesar da evidente falsidade da criminosidade juvenil, o PP coloca a lupa sobre um fenómeno concreto para cargarregar-se de razom: o "botelhom". Ao parecer, @s inexistentes "doze vándal@s" que quebrárom a virgem da Cerca teriam estado participando numha concentraçom deste estilo. Já o anterior governo PSOE-BNG declarara a sua intençom de "erradicar o botelhom", colocando sempre medidas de caráter policial e repressivo para combater um problema que, embora seja em todo o caso de saúde, catalogam-no sempre como de "segurança pública".

Mais umha vez, este nojento estilo dos poderosos de dizer que se fai. De combater as drogas a paus e multas. De manter a juventude trás um manto de suspeita e sob maior pressom do poder adulto.

STOP CRIMINALIZAÇOM DA JUVENTUDE!

JUAN DE LA FUENTE, INQUISIDOR!


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