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050612 nosupnovoprojGaliza - Nós-UP - Desde a crise produzida no BNG após o resultado da sua XIII Assembleia Nacional, decorrida em janeiro e saldada com as conhecidas cisons de diferentes setores, iniciou-se no seio da esquerda nacional um debate rumado à criaçom de um novo projeto político.


Debate ao qual, além dos grupos e pessoas saídas do Bloque na sua última Assembleia, se somárom tanto organizaçons de recente criaçom e pessoas vindas de fora do próprio nacionalismo como várias correntes da fragmentada esquerda independentista.

A partir do evidente respeito face o caminho que cada qual, soberanamente, decidiu tomar, NÓS-Unidade Popular resolveu nom se somar a esse processo, umha vez que nom achamos coincidências entre o nosso projeto e o da nova força política que se quer criar. É sobejamente conhecido que a nossa organizaçom aposta nas confluências baseadas num programa avançado, solidamente assente nos eixos de independência nacional, socialismo e feminismo.

Na nossa opiniom, o que urge agora mesmo, a nossa tarefa neste momento histórico, é a construçom de umha força política-movimento social revolucionária, e nom a criaçom de um BNG-bis com especial protagonismo do setor que se situava mais à direita dentro deste. Nada compartilhamos com quem só aspira a criar umha nova organizaçom "progressista" ou "galeguista-nacionalista", com quem mantém a sua fé na via morta do eleitoralismo e no institucionalismo.

A esquerda independentista tem que continuar a apostar, com firmeza, por tracejar um caminho próprio, nitidamente diferenciado das diferentes opçons do claudicante nacionalismo maioritário nos seus objetivos, programas e métodos. Nom se pode diluir em mais um esterilizado e inofensivo projeto interclassista e afastado da reivindicaçom da soberania plena para a nossa pátria.

Reafirmamo-nos no caminho decidido pola nossa militáncia nas duas últimas Assembleias Nacionais. O prioritário agora, num contexto marcado pola brutal crise sistémica do capitalismo, é contribuirmos para a organizaçom do proletariado e do conjunto do povo trabalhador, é construirmos a opçom revolucionária e combativa de massas que objetivamente a Galiza necessita.

Nom há meias tintas nem podemos acolher-nos a supostas alternativas que nom som tal. O caminho que devemos percorrer é duro, mas nom há atalhos e os trinta anos passados desde a fundaçom do BNG em 1982 deixam isto bem claro.

Viva Galiza livre, socialista e feminista!

A luita é o único caminho!

Foto: Nós-UP


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