1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (3 Votos)

080311_lbGaliza - Galizalivre - O 8 de março poderia-se tornar um dia totalmente esvaziado de conteúdo de nom ser por mulheres como Laura Bugalho.


As frentes nas que luita esta militante quase nom se podem contar com os dedos de duas maos: transfeminismo, coletivo imigrante, sindicalismo, independentismo, movimento vicinal. Por isso, conversamos com ela sobre a situaçom do feminismo na Galiza.

A primeira pergunta é quase obrigada: continua a valer o 8 de março como data de luita e afirmaçom, ou pola contra já está totalmente recuperada e domesticada polo sistema?

O 8 de março tem para as trabalhadoras com consciéncia de clase obreira toda a força que alguns meios e administraçons deturpam com atos e galas de imagem e paripé. É umha data de luita e de afirmaçom porque a luita nosa encardina-se na luita pela Soberania Nacional. Entendemos que um Marco Galego de Relaçons Laboriais só vai ser possível, cento por cento, quando tenhamos conquistada a nossa indepenéncia. E em esa construçom da coluna vertebral da Soberania Nacional o Feminismo tem obrigatoriamente que ser umha vértebra.

Como está a afetar a crise e a nova ofensiva liberal às mulheres?

O 8 de março tem toda a força de data vindicativa de luita, em este momento de crise onde as condiçons sócio-laborais da Clase Operária no seu conjunto estám a ser esnaquiçadas, olhamos como as das trabalhadoras somos duplamente exploradas. A temporalidade, o desemprego, a equiparaçom salarial mulher/homem, as jornadas intempestivas, o serviço doméstico com condiçons de salários baixos e sem descanso,... som dados que se reconhecem em qualquer vila e comarca analisando os porques deste 8 de Março.

Pensas que o feminismo conseguiu já a sua autonomia, e nom ser umha espécie de comissom dos partidos, supeditado aos interesses da luita contra a chamada "contradiçom principal"?

Nom sei, acho que prefiro falar de feminismos dentro da casa comun do feminismo. Diria-vos que a autonomia é e de facto existe, que também existe o feminismo dentro dos partidos mais eu entendo que o feminismo tem que se abrir ao movimento soberanista. Por outra banda estamos algumhas dentro de redes como é o Transfeminismo, que cria sinergias de luita desde o feminismo e que se activa nas luitas lesbi-gai-trans-puta-imigrante, e estamos também em redes de luita desde o feminismo desde as Euskal Herria e Galiza o que dará a futuro algo do que falar.

Em relaçom com o anterior, qual deve ser o papel dos homens militantes na luita feminista?

Entendo que debe existir espazos e tempos, mais com todo sei que na construçom dese outro mundo estám jà de facto a trabalhar homens e pordemos-nos gabar de ter um bom exemplo com as Maribolheras Precárias da Corunha.

Obrigadas pola entrevista, poder engadir qualquer outra pergunta que consideres imporante

Um saúdo revolucionário cheio de luita!! Saúde e Terra Feminista!!


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.