A CSP-Conlutas - Central Popular e Sindical, a Intersindical - Instrumento de Luta, Unidade de Classe e de Construção de uma Central, os partidos políticos: PSOL - Partido Socialismo e Liberdade, PSTU - Partidos Socialista dos Trabalhadores Unificados, PCB - Partido Comunista Brasileiro e diversos movimentos sociais e sindicais devem ampliar nesse Primeiro de Maio o ato unificado do último dia 24, que levou 20 mil pessoas à Brasília.
A CSP-Conlutas, que tem forte presença do PSTU na sua direção, promete denunciar o ACE (Acordo Coletivo Especial), exigir a anulação da reforma da previdência de 2003 e o fim do fator previdenciário. A reforma agrária e a luta contra as privatizações que vem sendo implantadas pelo governo petista também estarão em pauta. No site da central é possível ter mais informações sobre os atos que ocorreram por todo país. Para a maior e mais combativa central sindical do país o objetivo é fazer atos de caráter classista que denuncie o governo Dilma, os governos estaduais, os municipais e os patrões.
Já a Intersindical através do seu site faz um chamado para um ato na Praça da Sé em São Paulo, que será articulado com outras forças de esquerda, contra a retirada de direitos trabalhistas e ampliação de tantos outros. "Um Primeiro de Maio também contra o desmonte dos serviços públicos e de incentivo a luta por uma sociedade socialista", defende a nota da entidade.
A Intersindical - Instrumento de luta e Organização da Classe Trabalhadora, entidade que separou da primeira em 2006, também defende ampliação da luta contra o ACE a partir dos locais de trabalho.
O Partido da Causa Operária (PCO) e as organizações ligadas ao partido farão um ato independente e classista em São Paulo. Entre os principais pontos estão, a luta contra a intervenção do Poder Judiciário nas greves, a não à privatização dos Correios, a solidariedade aos estudantes, trabalhadores e lutadores sociais perseguidos e presos no país, o apoio à greve dos professores do estado São Paulo, entre tantos outros.
Entre as entidades sindicais e sociais mais combativas no campo da esquerda, a prioridade é o debate político e o protesto social tendo o classe operária como protagonista no Dia do Trabalhador. Em contra ponto a isso, entre as correntes mais moderadas, atreladas ao estado e próximas ao patronato, há uma opção pelo entretenimento e celebrações pelo do "dia do trabalho".
Das seis centrais sindicais reconhecidas legalmente, acusadas de pouca combatividade, quatro comemoraram o dia do trabalhador em atos unificados. Trata-se da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, ligada aos comunistas do PCdoB, Força Sindical, central historicamente controlado pelo PDT - Partido Democrático Trabalhista, NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores e a UGT - União Geral dos Trabalhadores-, próxima aos ex-comunistas do PPS. Os atos vão ser marcados por "showmícios", apresentações de música "massificada" e sorteio de prêmios, tendo como temática principal a defesa da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho -, que está completando 70 anos.
A CUT – Central Única dos Trabalhadores, atualmente controlada pelos sindicalistas do PT, queixando de Dilma por não abrir diálogo com a central e com seus sindicatos sobre diversos itens, promete "elevar" tom neste 1º de Maio e utilizará o Dia Internacional do "Trabalho" para unificar as bases em defesa de avanços para quem faz a economia girar, os trabalhadores.
Em pauta nesse Primeiro de Maio cutista estará à luta em favor da redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário e o combate aos projetos de lei que defendem as terceirizações.
A CUT também irá focar seus esforços na construção de um novo marco regulatório para o setor da comunicação, a partir de um projeto de lei de iniciativa popular, que terá recolhimento de assinaturas a partir de amanhã. O slogan "Quero Falar também" embala as comemorações do Dia do Trabalhador do principal sindicato (metalúrgicos, base da CUT) do ABC paulista, região que pariu o PT e novo sindicalismo brasileiro.
No entanto, o caráter conciliador de classe, as táticas defensivas nos avanços sociais, devido ao apoio ao governo Dilma, e o uso de medidas como dos atos unificados das outras centrais governistas devem estar presente nos atos da CUT, inclusive nos seus sindicatos mais combativos.
Entidades como o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e CPT - Comissão Pastoral da Terra também organizarão atividades culturais e debates políticos.


