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310812 aeroportosBrasil - PCO - O governo de Dilma está colocando em prática a política do imperialismo, diante da falência da direita. Após a privatização dos três principais aeroportos do País, já anunciou que entregará também os de médio porte às empresas estrangeiras


Dilma iniciou seu plano de privatizações de todos os aeroportos brasileiros. Incialmente, o governo divulgou que seu plano incluía apenas os maiores aeroportos brasileiros.

Dessa maneira, Dilma conseguiu leiloar os três maiores e mais lucrativos aeroportos do País, que são os de Brasília, Guarulhos e Viracopos, por apenas R$ 24,5 bilhões. O valor foi considerado alto pelo governo, que pedia apenas R$ 5 bilhões.

Os três aeroportos são responsáveis por 30% do total do transporte de passageiros, 57% do total de cargas e 19% das aeronaves que circulam em todo o país. Desde a era FHC, a direita tenta privatizar esses aeroportos, que sempre foram de interesse das multinacionais imperialistas. Coube ao governo do PT entregá-los aos capitalistas.

Com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, as empresas multinacionais pressionaram para entregar essa que é uma mina de ouro. A privatização desses aeroportos foi acompanhada ainda pela privatização da Infraero.

A justificativa apresentada pelo governo foi a falta de verbas. Uma comparação com o que foi gasto com superávit primário, ou seja, pagamento da dívida pública demonstra que está sobrando recursos nos cofres da União. Em 2011, o governo forçou a geração de R$ 130 bilhões exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública.

A Infraero foi considerada no início de 2011 a segunda melhor empresa gestora de aeroportos do mundo, e no entanto, a imprensa capitalista fez uma enorme campanha procurando mostrar que a estatal era deficitária.

Logo após a privatização desses aeroportos, entidades lançaram notas denunciando que que as passagens ficarão mais caras e que haverá um desmantelamento da malha aérea do país, uma vez que o sistema é integrado. Os aeroportos mais lucrativos compensam os menos rentáveis, de menor fluxo de passageiros e decisivos para o transporte regional.

A privatização dos três principais aeroportos acarretará falta de recursos aos menores, de médio e pequeno porte. Um exemplo dado pelos analistas é a privatização do setor ferroviário e de maneira comum o mesmo ocorre com todas as privatizações de setores estratégicos como esse.

Outra questão é que o governo perdeu o controle sobre o principal aeroporto do país, o de Guarulhos. A privatização de setores estratégicos como os aeroportos é um ataque à soberania nacional, uma vez que deixa o controle desses setores, como os aeroportos, nas mãos de multinacionais imperialistas.

"Você se desloca de São Paulo para um aeroporto deficitário, vamos supor, em Juazeiro. Não se sabe em que condições o avião pousará lá, como estará sua pista, seu atendimento. As companhias não vão mais querer fazer determinadas rotas. E quem sentirá realmente o prejuízo será o usuário", declarou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina).

Depois da enorme campanha realizada pela imprensa capitalista a favor da privatização desses aeroportos, em menos de seis meses depois, a presidente anunciou a privatização de outros aeroportos, estão na lista Confins, de Belo Horizonte e aqueles que recebem de 400 mil a 1 milhão de passageiros por ano, tendo o governo afirmado que havia desistido da privatização do Galeão, no Rio de Janeiro.

O superintendente do Departamento Aeroviário declarou que o objetivo do governo é separar os aeroportos em cinco lotes para torná-los mais "atraentes" aos capitalistas.

O PT está implementando a política imperialista no país diante da falência da direita brasileira. O ex-ministro das Comunicações de FHC, chegou a declarar: "a privatização está de volta à agenda do País".

Enquanto no mundo, cerca de 80% dos aeroportos são de propriedade pública, no Brasil, eles serão de um punhado de empresas imperialistas.


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