Será estendido por um período de dois e três meses a exoneração do imposto sobre estes produtos. O imposto em questão é o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que vai ter alíquota zero sobre os produtos da linha branca como fogões, maquinas de lavar, geladeiras e freezer por dois meses.
Já para o setor de móveis, o IPI vai ficar suspenso por três meses. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda Guido Mantega que também prorrogou o IPI de outros produtos. No caso de refrigeradores a redução do imposto permanece 15% para 5%; no de fogões, de 4% para zero; os de máquinas de lavar, de 20% para 10% e tanquinhos, de 10% para zero.
A isenção do PIS/Cofins para massas alimentícias foi prorrogado até 31 de dezembro de 2012. A alíquota para esse produto caiu de 9,25% para zero em março.
Para justificar esse repasse do dinheiro público que seria arrecadado para o bolso dos capitalistas, o governo usou como desculpa o comprometimento das indústrias destes setores com a manutenção dos postos de trabalho e até mesmo o aumento das vagas.
Mantega chegou a declarar, “os setores aqui presentes estão se comprometendo a repassar para o consumidor a redução do IPI, manter o índice de nacionalização e emprego" (O Estado de S. Paulo, 30/6/2012).
Não é preciso ser nenhum “expert” em economia para saber que esse “comprometimento” que os empresários vão ter com os empregos é pura demagogia para esconder o verdadeiro sentido desta política de isenção fiscal para as empresas.
Nada garante que daqui dois meses o governo anuncie uma nova prorrogação do IPI para estes mesmos produtos. Esta política não passa de uma transferência sem tamanho de recursos públicos, que poderiam ser empregados no desenvolvimento econômico e social do País, para os bolsos dos empresários.

