Além dos Xikrin, da Terra Indígena Trincheira-Bacajá, e dos Juruna, do Paquiçamba, também chegaram neste domingo e segunda-feira (25) lideranças Parakanã. Eles decidiram pela ocupação para manifestar insatisfação com o desrespeito de seus direitos.
Eles também reclamaram do não-cumprimento das condicionantes por parte da Norte Energia e exigem a presença do governo. Eles se preocupam com a demora na implantação do Plano Básico Ambiental (PBA), que deveria estabelecer e efetivar os programas de compensação e mitigação dos impactos já sentidos na região.
Por conta da indefinição no sistema de transposição da barragem, os indígenas temem ficar isolados de Altamira, cidade onde estão os principais serviços que atendem toda a região. Além disso, reclamam por não haver autorização para a construção de estradas como alternativa ao transporte fluvial. Esse meio, utilizado atualmente pelos indígenas, será dificultado pela barragem e pela seca do leito do rio Xingu.
O grupo de indígenas mantém o acampamento com organização própria e contando apenas com seus recursos. Eles estão em uma ensecadeira em fase de construção no Sítio Pimental que visa permitir a construção da obra de Belo Monte.

