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180412 transgenicoBrasil - Diário Liberdade - Até a safra 2020/21 a área plantada com culturas transgênicas alcançará 49 milhões de hectares e o uso de agrotóxicos continuará em disparada


Segundo a estimativa realizada pela consultoria Céleres, até a safra 2020/21, a área plantada com culturas transgênicas alcançará 49 milhões de hectares, representando quase 90% do total de 54,7 milhões de hectares projetados para o cultivo de soja, milho e algodão.

Na safra 2011/12, dos 41,2 milhões de hectares ocupados com esses três grãos, 31,8 milhões foram transgênicos, ou seja, 77% da área plantada.

Para a safra de 2020/21, estima-se que, na área de plantio de soja, os transgênicos ocupem 95%, 10% a mais dos índices atuais, na de milho, 79% com aumento de 22%, e na de algodão 85% com aumento de 52%.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de transgênicos no mundo, "perdendo" apenas para os EUA, que planta 69 milhões de hectares de transgênicos, contra os 31,8 milhões de hectares no Brasil. Mas em termos de crescimento de área plantada de transgênicos, o Brasil é "tri campeão mundial". O aumento na safra 2010/2011, em relação à safra anterior, foi de 20%, ou 4,9 milhões de hectares.

No mundo, a área cultivada com sementes transgênicas aumentou em 8% (12 milhões de hectares), para 160 milhões de hectares em 2011, de acordo com a ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Biotecnológicas Agrícolas). Dos 29 países que plantaram transgênicos em 2011, 19 são países pobres. Em 2011, os países pobres cultivaram aproximadamente 50% dos transgênicos do mundo e a tendência é que ultrapassem os países ricos, devido a sua submissão à política imperialista de fornecimento de matérias primas, controlada a partir das leis de patentes e de propriedade intelectual das multinacionais, e exportadas através dos mercados de commodities futuros especulativos onde os produtos são vendidos dezenas de vezes antes de chegarem aos consumidores.

A multinacional imperialista Monsanto anunciou recentemente que irá aumentar o valor da cobrança de royalties pelo uso das sementes transgênicas em aproximadamente cinco vezes, passando para R$ 115 por hectare no caso do Intacta RR2 Pro, resistente a insetos e tolerante ao herbicida glifosato. A multinacional justifica o aumento afirmando que os pagamentos dos royalties serão menores que a metade dos ganhos que a variedade do transgênico irá proporcionar, que está estimada em R$ 346,9 por hectare e que seria, supostamente, decorrente da diminuição do uso de agrotóxicos. Mas a justificativa não condiz com o "título" que o Brasil carrega de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Desde 2008, o Brasil tornou-se "campeão mundial" no uso de agrotóxicos e o consumo tem aumentado conforme também tem aumentado o uso de transgênicos. De fato, a médio prazo, o uso de transgênicos aumenta o uso de agrotóxicos do mesmo fabricante das sementes, o que aumenta a dependência e os custos gerais de produção. Em 2011, o Brasil superou os EUA no uso de agrotóxicos, alcançando o valor de US$ 8 bilhões nas vendas, num total mundial de US$ 48 bilhões. O mercado é monopolizado por seis multinacionais imperialistas que dominam o setor: Syngenta, Bayer, Basf, Monsanto, Dow e Dupont.

Os transgênicos não foram testados de maneira adequada e trazem graves consequências para a saúde humana e para o meio ambiente

Em dezembro de 2011, um estudo publicado no International Journal of Biological Sciences, mostrou que pesquisas feitas por cientistas franceses, que analisaram três variedades de milho transgênico produzido pela Monsanto e que são consumidos nos EUA, Europa e outros países, revelaram danos específicos em órgãos que têm a função de eliminar toxinas como fígado e rins. O estudo também mostrou que o coração, o baço e as glândulas supra-renais, incluindo células do sangue, também foram prejudicados. No relatório de conclusão, os cientistas afirmaram que o uso de sementes transgênicas induz o indivíduo a um estado de toxicidade hepato-renal, o que provocaria a rápida deterioração da função renal em seres humanos. O consumo de alimentos transgênicos introduz uma espécie de bomba geradora de veneno que continua funcionando no organismo após serem ingeridos.

No meio ambiente, as consequências são irreversíveis. As sementes transgênicas contêm genes vivos que podem crescer, multiplicar-se, sofrer modificações e interagir com toda a biodiversidade, transferindo-se para outras espécies e nunca mais podendo ser recolhidos da natureza. Um claro exemplo ocorreu no Canadá com o cruzamento entre duas plantas transgênicas. A canola (colza) transgênica, resistente ao agrotóxico glifosato, cruzou com a canola transgênica Liberty Link, resistente ao agrotóxico gluofusinato, que, em seguida, cruzou com a canola não transgênica Clearfield, que era resistente ao herbicida do grupo imidazolinona. Essa sequência de cruzamentos criou uma super erva daninha, jamais imaginada ou vista anteriormente por cientistas. Essa erva daninha somente pode ser combatida por um agrotóxico extremamente tóxico chamado 2,4 D, que era um dos ingredientes usado no Agente Laranja, arma química usada na guerra do Vietnã com consequências catastróficas até os dias de hoje. Entre os efeitos causa câncer, deficiência cognitiva e danos reprodutivos.

Os transgênicos representam o uso do conhecimento tecnológico para alimentar os lucros do punhado de especuladores financeiros que domina o mundo a qualquer custo, sem ter a mínima preocupação com a saúde dos seres humanos e com os danos ambientais em larga esca


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