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rally2.JPG.1460x249x1Prensa Latina - A detenção de 58 antifascistas opostos a uma manifestação de ultranacionalistas britânicos coincidiu hoje nesta capital com a apresentação de acusações formais contra Michael Adebolajo por assassinar o militar Lee Rigby.


Membros da Unidade contra o Fascismo foram detidos pela Polícia Metropolitana (Scotland Yard) ao bloquear uma rua que leva à zona de Westminster para impedir a passagem de uma demonstração do ultradireitista Partido Nacional Britânico (BNP).

A Scotland Yard afirmou que os antifascistas violaram a polêmica Ata de Ordem Pública, posta em prática depois de massivas demonstrações nesta cidade contra as medidas de austeridade do governo do premiê conservador David Cameron.

A marcha do BNP foi convocada para lançar apelos contra os muçulmanos, depois que Adebolajo, de 28 anos, e Michael Adebowale, de 22, supostamente assassinaram Rigby com golpes no último dia 22, no bairro de Woolwich.

Contra Adebolajo, quem permaneceu nove dias em um hospital ao ser ferido pela polícia depois do incidente, a Corte britânica apresentou uma acusação por assassinato premeditado.

O jovem, nascido nesta capital, mas descendente de uma família nigeriana, assim como Adebowale, também é acusado de tentativa de matar dois policiais e de posse de armas de fogo, indicou a emissora pública de rádio e televisão BBC.

Ambos os implicados na morte do militar britânico declararam, segundo uma gravação de vídeo mostrada aqui pela televisão, que se tratava de um ato de vingança pelos muçulmanos mortos em países onde Reino Unido mantém suas tropas.

O acontecimento desatou uma onda de atos violentos contra a comunidade muçulmana que já ultrapassa 200 casos, incluídos ataques a duas mesquitas.

A família do soldado falecido conclamou os britânicos a evitar o uso do nome de seu parente para fomentar choques entre cidadãos por diferenças religiosas ou de outra classe, mas mesmo assim, o BNP manteve sua convocatória para realizar a demonstração.


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