1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (20 Votos)

170612 bascuas beiras2Galiza - Diário Liberdade - A proximidade do Dia da Pátria acelera o processo de confluência, em princípio parcial, dos coletivos cindidos do BNG com outros pré-existentes no exterior, à espera da posterior unidade com a corrente mais direitista.


Se bem o principal objetivo no curto prazo é a apresentaçom de umha alternativa ao BNG nas eleiçons autonómicas do ano 2013, o 25 de julho aparece como um marco para o estabelecimento da nova organizaçom política resultante do abandono da "casa comum" do nacionalismo institucionalizado polo Encontro Irmandinho, liderado por Xosé Manuel Beiras. 

A situaçom de extrema crise do sistema nom parece dar na Galiza para mais: só umha reformulaçom da esquerda institucional galega de matriz nacional, que mesmo incorpora umha parte do que até hoje véu representando o fragmentado campo soberanista e rupturista. A foto de família posterior ao encontro de ontem em Teu assim o certifica. FPG, Causa Galiza e MpB envolvem-se na fundaçom de umha nova organizaçom política que poderá constituir-se no dia 14 de julho com participaçom individual e nom de organizaçons, marcando assim umha diferença organizativa com o BNG ao se afastar do modelo frentista.

Alguns problemas de encaixe num processo complexo

O processo atual, derivado das cisons no BNG no último ano, deparou logo com problemas de encaixe entre os, a priori, possíveis integrantes do Novo Projeto Comum: EI, Mais Galiza-AG-EcoGaleguistas, Izquierda Unida e umha parte do soberanismo de esquerda (FPG-CGz-MpB, já que NÓS-UP descartou desde o primeiro momento participar).

Em vista das diferentes visons e expetativas de uns e outros, mas com o horizonte comum das eleiçons autonómicas, o processo em andamento levou à rápida confluência das forças mais à direita: Mais Galiza, Açom Galega e EcoGaleguistas. A uniom com esses coletivos, unificados sob o nome de Compromisso com Galiza, tem sido o principal entrave alegado por forças como IU, FPG, Causa Galiza e Movimento pola Base para aderirem ao denominado Novo Projeto Comum.

170612 comproDessa forma, a iniciativa assemblear do Encontro Irmandinho espalha iniciativas comarcais para discutir, um pouco por todo o País, o modelo da nova força "nacionalista e de esquerda" que finalmente será fundada, como estava previsto, antes do Dia da Pátria, concretamente no dia 14. Contodo, algumhas dessas assembleias contam já com participaçom inclusive maioritária da corrente mais à direita (+Galiza), como acontece em Ferrol ou no Barco de Valdeorras, com apresentaçons públicas em ocasions protagonizadas por Xosé Manuel Beiras (EI) e Xoán Báscuas (+Galiza).

De facto, diversas fontes falam da existência de um acordo para que, também antes do 25 de julho, pudesse encenar-se um acordo com Compromisso com Galiza. De facto, algumhas assembleias comarcais nacionalistas (como se denominam as reunions promovidas polo Encontro Irmandinho) exigem um rápido acordo entre todos os cindidos do BNG. Um dado a ter em conta é que a maior parte dos cargos públicos envolvidos no processo som militantes de Mais Galiza, ficando aí o Encontro Irmandinho em clara minoria.

Na direçom contrária puxam FPG, Movimento pola Base e Causa Galiza, que por sua vez se mantenhem divididos após a ruptura das duas primeiras com a terceira, mas coincidentes no escasso entusiasmo pola incorporaçom de Compromisso com Galiza. Contodo, a capacidade de influência dessas três forças parece escassa frente à das maioritárias. 

Um jogo complexo no qual participa, na distáncia, a própria Izquierda Unida. Hoje mesmo, a dirigente galega dessa força, Yolanda Díaz, reconhece numha entrevista em Praza Pública simpatias polo processo iniciado após a ruptura no BNG. Apelando, como o EI, a um acordo "pola base", fai referência aos seus habituais convites congressuais ao Encontro Irmandinho e à FPG (com a qual mantivo durante anos um pacto de governo em Cangas), mas rejeita qualquer entendimento com Compromisso com Galiza.

Crise aprofunda-se, posiçons revolucionárias diluem-se

Enquanto a crise económica e política do capitalismo tem na Galiza umha manifestaçom palpável, os processos de reconfiguraçom política afetam só a recomposiçom reformista nas suas diferentes "famílias". Com o 15M em refluxo e parte do soberanismo de esquerda aparentemente cooptado polo reformismo, o campo revolucionário carece ainda da madurez e fortaleza suficientes para dar resposta aos enormes desafios colocados pola crise do capitalismo senil no nosso país. 

170612 npcO próprio sindicalismo nacional, único que está a tentar articular um movimento de massas que conteste na rua às agressons do capital, está a ser incapaz de impulsionar esse movimento para além das marchas e paralisaçons parciais. De facto, a greve geral anunciada para este mês de junho ficou já esquecida sem que qualquer explicaçom tenha sido dada pola central que a anunciou no passado mês de abril.

No ámbito político, o BNG continua a transitar pola radicalizaçom das suas posiçons reformistas e, no campo independentista, NÓS-Unidade Popular aposta no caminho de construçom de um movimento revolucionário e independentista, à margem de qualquer concessom interclassista ou reformista, mas a sua fraqueza atual reflete as carências globais de um movimento popular que, contodo, está vivo e com um crescente nível de mobilizaçom. 

A luita é longa e como sempre aconteceu na história, nom se resolverá nos parlamentos pola simples e ordeira participaçom institucional.

Ao que todo indica, em breve contaremos na Galiza com mais umha força eleitoral na esquerda do sistema, que virá somar-se às já existentes (BNG e IU), sem nada de novo trazer para o cada vez mais urgente fortalecimento das posiçons revolucionárias e independentistas... a nom ser a simplificaçom de um panorama hoje fragmentado quase até o infinito numha cada vez mais indigesta sopa de siglas.

Fotos: 1. Xoán Báscuas e Xosé Manuel Beiras (@gonzaloconstenl) / 2. Apresentaçom pública de Compromisso com Galiza em Ourense / 3. Foto de família após o encontro nacional de assembleias do NPC ontem em Teu (Compostela)


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.