Computadores, discos rígidos, publicações e documentos também foram apreendidos. A "razão" aparente para os ataques das autoridades turcas são às ações promovidas por "insurrecionalistas anarquistas" durante os protestos do último 1º de maio em Istambul, onde várias lojas de luxo, redes multinacionais e bancos foram alvejados.
No entanto, as pessoas detidas não fazem parte dos círculos "anarquistas insurrecionais". Um deles é anarco-comunista de um grupo chamado "Terra e Liberdade" (Toprak ve Ozgurluk), outro é da "Atividade Revolucionária Anarquista" (Devrimci Anarsist Faaliyet).
Até agora não foi permitido que nenhum anarquista encarcerado se pronunciasse. Nem mesmo deixaram que eles falassem com seus advogados. Ainda não se sabe os nomes de todos os detidos. Entre eles se encontra uma mulher grávida de 8 meses, que sequer participou do protesto do 1º de maio.
O Estado turco vem desenvolvendo nos últimos tempos a tática de ataques em massa contra todos os tipos de correntes de esquerda. Centenas de membros do partido curdo (BDP) e esquerdistas já foram presos por anos sem julgamento e até mesmo sem uma
denúncia criminal clara. Esta é a primeira operação maciça contra os anarquistas.
