Sob a legenda "Espanha e a UE som a nossa ruína, INDEPENDÊNCIA" partirá às 12.30 horas da Alameda de Compostela a manifestaçom da esquerda independentista e socialista galega, seguindo o trajeto habitual, para concluir num comício às 13.30 horas na praça do Toural. Posteriormente, às 15 horas, terá lugar um jantar popular de confraternizaçom nos jardins de Sam Roque.
“Progressivo retrocesso dos direitos laborais e conquistas sociais”
O Dia da Pátria 2013 realiza-se no quinto ano do início da última crise sistémica do capitalismo que está provocando umha desfeita social para a imensa maioria do povo trabalhador galego. Desemprego, baixos salários, precariedade laboral, emigraçom, empobrecimento, exclusom social, privatizaçom e deterioraçom da sanidade e educaçom, som para Rebeca Bravo “conseqüência das políticas ultraliberais e centralistas dos governos de Rajói e Feijó”.
Políticas reacionárias –afirmou– implementadas “seguindo o pé da letra dos diktados da Uniom Europeia e do FMI agrupados nas sinistra troika comandada pola Alemanha”.
Eis as as razons porque apelamos o povo trabalhador galego para se mobilizar contra Espanha e a UE neste Dia da Pátria, afirmou Rebeca Bravo. “Ambas som responsáveis diretas pola destruiçom sistemática dos setores estratégicos da economia galega para inviabilizar assim o nosso projeto nacional”.
Greve geral
Para NÓS-UP, tal como manifestou Rebeca Bravo, “a devoluçom do tax lease é a última agressom contra o nosso País por parte de umha UE da qual nunca deveríamos ter formado parte. Por este motivo, é necessário umha resposta contundente e clara que deve plasmar-se numha imediata greve geral “pois Galiza tem que defender-se e só será possível fazê-lo com um povo luitando unido na rua, consciente de quem som os responsáveis da desfeita”.
Ofensiva patriarcal e ultraespanholista
A porta-voz nacional da Unidade Popular também carregou contra PP por aplicar o programa integrista da Conferência Episcopal “pois esta ofensiva burguesa vai acompanhada polo endurecimento do patriarcado com permanentes medidas tendentes a reforçar a marginalizaçom e opressom das mulheres, concretizadas em cortes e retrocessos nas conquistas atingidas por décadas de luita feminista”.
Mas também, tal como denunciou Rebeca Bravo, por umha recentralizaçom espanhola que visa acelerar a histórica assimilaçom a que nos vemos submetidas, para destruir a Naçom Galega.
“Perante um cenário tam adverso ao qual nos conduzem Espanha e a UE, nom há mais saída que construir um amplo movimento social e popular rupturista que articule as forças para um processo constituinte galego que cristalize na recuperaçom da soberania e da independendência nacional”.
Rebeca Bravo declarou a morte definitiva da via estatutária e regionalista, manifestou a satisfaçom pola aproximaçom do nacionalismo das teses soberanistas, apelando o conjunto do nacionalismo galego com um programa de esquerda e anti-imperialista a prosseguir no caminho de unidade de açom para defender os interesses da maioria social e da Pátria, pois, tal como se afirma no Manifesto que será divulgado nos dias prévios ao 25 de Julho, “sem umha Galiza soberana, sem capacidade real de decidirmos por nós mesmas o nosso futuro, sem instituiçons próprias com plena capacidade de decisom, sem um Estado galego, nom é possível fazer frente aos desafios que ameaçam a nossa sobrevivência como naçom e como povo”.
Reforçamento do independentismo
NÓS-UP considera fundamental reforçar o independentismo galego como ferramenta política e social indispensável e insubstituível “para impedir que desapareçamos na voragem imperialista da UE e do FMI, e para que podamos dotar-nos dos instrumentos imprescindíveis para resolver os mais candentes e urgentes problemas do povo trabalhador galego”.
Rebeca Bravo também transmitiu a importáncia de contarmos com um “independentismo forte e dinámico, com iniciativa e visibilidade, como única garantia para fazermos irreversível a positiva viragem aplicada polo nacionalismo galego”.
Solidariedade e unidade antirepressiva
Antes de concluir a apresentaçom dos atos patrióticos do 25 de Julho, a porta-voz nacional de NÓS-UP denunciou a política fascistizante do PP, a criminalizaçom da alternativa independentista e soberanista e transmitiu a imedita liberdade de todos os presos e presas políticas galegas. Qualificou de farsa o recente julgamento na Audiência Nacional e transmitiu que “é necessário nom entrar no jogo de Samuel Juárez, nom podemos cair nas dinámicas importadas com as quais o PP pretende ocultar as suas responsabilidades diretas no desemprego de mais de 300 mil galegas e galegos, na emigraçom da nossa juventude ou na destruiçom do tecido industrial galego”. Estes som, afirmou com veemência, “os verdadeiros problemas que padecemos o povo real, nom os inventados nos gabinetes de contrainformaçom do fascismo espanhol”.