O acordo foi alcançado numa difícil reunião entre representantes de mais de cinco mil famílias assentadas há mais de um ano em acampamentos situados em terrenos ocupados pela empresa Agrotoro S/A e o diretor do Instituto de Terras, Luis Ortigoza, recém-nomeado no cargo.
A propriedade se estende por mais de 30 mil hectares (parte improdutiva) e durante o governo Fernando Lugo uma mediação oficial concluiu que mais de 15 mil haviam sido adquiridas de forma irregular por um brasileiro de cidadania paraguaia e que nega a entregar as terras.
A tensão se estendeu por toda zona e contou com apoio dos camponeses vizinhos de comunidades que circundam o local situado cerca de 80 quilômetros da Cidade del Este, a segunda cidade do país, provocando manifestações policiais, com previsão de choques violentos – avaliam as unidades hospitalares.
Notícias assinalam que o Executivo surgido da destituição de Lugo advertiu, segundo declarações do Ministério do Interior, a disposição de usar a força se for necessário para pôr fim às ocupações de terras no Paraguai por camponeses sem terras.
Ainda que o prazo para o governo no caso de Ñacunday tenha sido estendido por uma semana, a decisão contrariou uma resolução da Liga Nacional de Carperos, entidade nacional que agrupa os trabalhadores que reivindicam terras e que propõe um mês para o governo dar início a Reforma Agrária.
Com informações da Agência Prensa Latina.
