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060712 guatelmalaGuatemala - Prensa Latina - As 45 organizações guatemaltecas agrupadas no Movimento Indígena, Camponês e Popular condenaram a repressão contra as demandas estudantis legítimas e justas, e convocaram para hoje uma manifestação solidária.


Essa instância pôs-se do lado dos alunos normalistas violentamente atacados pelas forças antimotins na segunda-feira passada, quando recusavam uma disposição das autoridades para aumentar o tempo do curso na carreira do magistério.

Fontes do Movimento asseguraram respaldar a luta desses estudantes e exigiram do Ministério de Educação e da Comissão de Educação do Congresso dar resposta imediatamente às demandas dos estudantes.

Estes repudiam a intenção de modificar a carreira mediante a substituição por um bacharelado com orientação para essa especialidade durante dois anos, mais um título universitário adquirido com mais três de cursos, o que os afetará em sua economia e avanço profissional.

O Comitê da Unidade Camponesa indicou que pedem a destituição da ministra de Educação, Cynthia del Aguila, por não ter capacidade técnica, política e acadêmica para o cargo.

Esse Movimento responsabilizou o ministro de Governo, Mauricio López, pelo excesso de violência utilizada pelas forças de segurança contra os estudantes, o que provocou ferimentos em mais de 40 pessoas.

O agrupamento convocou para esta quinta-feira a população desta capital e do interior para unirem-se a uma marcha em solidariedade aos estudantes normalistas, a qual, afirmou, será pacífica.

Também reivindicou a libertação de um professor detido durante os choques com os policiais, aos quais as autoridades atribuem injustificadamente responsabilidade criminosa.

O chamado desse Movimento aos guatemaltecos está dirigido ao respaldo às demandas e propostas dos alunos das escolas normais.

Os antimotins reprimiram na segunda-feira passada estudantes dessa esfera opostos à retomada das aulas como dispôs previamente a pasta do setor.

Os enfrentamentos ocorreram no capitalino Parque da Indústria, principal local de concentração popular da Guatemala, onde se pretendia dar aulas até que fossem desalojadas as escolas ocupadas para exigir o cumprimento da demanda de derrocar a reforma.

Desde maio, mantêm-se os protestos, com ocupação de instituições docentes, para levar as autoridades do setor a recuar em sua disposição de aumentar a duração do curso de magistério.


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