Os chefes comunais de uma trinta dessas localidades, situadas em sua maioria na parte setentrional do país, instaram ao Executivo a substituir o chamado Fundo de Desenvolvimento do Norte (Fondenor) por uma nova proposta que garanta recursos permanentes das tributações mineiras para as zonas produtoras de cobre.
O projeto, que ingressou ao Congresso faz duas semanas, contempla a distribuição de 225 milhões de dólares para distribuir até o ano 2025 entre 40 comunas mineiras.
Pedimos um verdadeiro fundo porque o apresentado é um insulto a nossa inteligência, afirmou Esteban Velázquez, edil de Calama, capital mineira do Chile e da América do Sul.
"Não queremos que estes recursos esquálidos sejam do tesouro público, aspiramos a uma percentagem da tributação mineira, a recursos permanentes do cobre", destacou Velázquez.
Fundamentou que nos últimos cinco anos os calamenhos geraram mais de 15 mil milhões de dólares em utilidades e o que receberão através de Fondenor é uma migalha.
Precisamente em Calama se gestou a convocação à mobilização deste dia, o terceiro dos três dias sucessivos de protesto no Chile.
Na quarta-feira o movimento estudantil voltou a encher a Alameda central em demanda de educação pública e gratuita e ontem os trabalhadores do metal vermelho protagonizaram manifestações em divisões da estatal Codelco (Corporação Nacional do Cobre) e em mineiras privadas contra a precariedade e insegurança trabalhista.
Nesta sexta-feira não só Calama vai manifestar seu descontentamento; muitas outras comunas também se somarão a este chamado, asseguram dirigentes sociais.
O dia de protesto decorrerá ao longo do dia com marchas, concentrações, caravanas de veículos e panelaços noturnos, informaram seus organizadores.
