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031210_havanaCuba - Prensa Latina - O Festival do Novo Cinema Latino-americano de Havana começou ontem com uma homenagem ao centenário da Revolução mexicana e 515 filmes em cartaz da região e outras latitudes.


Na festa de abertura, no teatro Karl Marx, será exibido o filme Revolução, uma soma de 10 curtas de 10 minutos a cada um encadeados em uma unidade, rodados por cineastas mexicanos jovens e consagrados, entre eles Fernando Embcke, Gael García Bernal, Mariana Chenillo, Diego Lua e Gerardo Laranjeira.

Como todo ano, o presidente do festival, Alfredo Guevara, dará as boas-vindas aos convidados, alguns deles participantes pela primeira vez. O jovem jazzista cubano Hernán López Nussa e seu grupo contribuirão com música, um elemento sempre aliado ao cinema.

Havana se converterá durante 10 dias, como expressou Guevara, em uma festa da inteligência e da arte audiovisual, com um público fiel, que é o maior presente que acompanha a este festival, disse.

Na mostra-disputa competirão 122 obras, uma cifra superior à do ano anterior, repartidas em 21 longas-metragens, 24 óperas primas, 23 meios e curtas-metragens, 26 documentários, 28 animações, 25 roteiros inéditos e 18 cartuns.

A Argentina, com 88 títulos, encabeça o trio de países mais representados, seguida por México com 79 e Cuba com 78.

O júri, nas diferentes categorias, integram-no personalidades como o diretor venezuelano Alberto Arvelo, o espanhol Manuel Pérez Estremera e o mexicano Cessar Saldivar, entre outros.

Realizadores, atores, roteiristas e especialistas se reunirão em Cuba, entre eles alguns convidados especiais como os norte-americanos Gary Lucas e Robert Kraft e o cineasta russo Nikita Mijalkov (Peça inconclusa para piano mecânico).

Segundo adiantou Iván Giroud, diretor do festival, espera-se uma importante delegação de cineastas estadunidenses, um grupo de sete ou oito destacadas figuras cujas identidades não foram reveladas ainda.

Entre as novidades deste ano encontram-se várias seções como a dedicada a desenhos animados fineses, as mostras europeias, uma sobre o bicentenário das festas independentistas na região, e a do Nacional Filme Board do Canadá.

No central Pavilhão Cuba, onde radica a Associação Irmãos Saíz, que agrupa aos jovens artistas da ilha, funcionará por segunda vez uma subsede desta festa audiovisual.

Além de cinema, o festival convocará outras artes com a abertura de exposições colaterais, concertos e apresentações de livros e os habituais seminários teóricos, com temas como A intelectualidade e o planeta, entre outros.


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