1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (0 Votos)

030611_claudiapachecoAngola - VOA - [António Capalandanda] Os rockers são tratados de marginais. Acusado pelos sectores mais conservadores.


A Associação de Rock em Angola acusa as autoridades angolanas de excluir politicamente o movimento Rock angolano e reivindica a integração deste género musical no sistema cultural do país, alegando que os Rockers são tratados de marginais.

Em declarações a Voz da América, Cláudia Pacheco, membro da Associação do Rock em Angola, disse que, “a sociedade angolana ainda pensa que o Rock é droga e sexo e quem faz Rock é rotulado de rebelde sem causa.”

Referiu que, Rock angolano tem sido condenado pelos sectores mais conservadores da sociedade angolana que demonstram resistência em introduzi-lo nos valores da sociedade em geral como forma de arte.

Ainda segundo a fonte, a classe empresarial angolana não apoia o movimento Rock porque a elite política do país descrimina esse segmento da indústria cultural.

Questiona o facto de as autoridades governamentais apoiarem outros  músicos que, de acordo com Cláudia Pacheco, estão envolvidos em actos marginais e criminais, rejeitando os Rockers que talvez encontraram no Rock a única maneira de fazer o reconhecimento do ambiente novo e hostil que os rodeia.

Recentemente foi realizado no planalto central o Festival do Huambo denominado “ O Rock Lalimwe Eteke Ifa” uma expressão em língua nacional umbundu que em português significa “ O Rock Nunca Morre,” onde foi visível o emergir dum estilo musical fortemente influenciado pela música clássica, e pelas inovações tecnológicas.

Numa visão crítica, as bandas de Benguela, Huambo e Luanda retratavam uma sociedade marcada por graves problemas sócias, desde a falta de água, electricidade, acesso aos serviços de saúde e educação, bem como elevadas taxas desemprego no país.

O público não resistiu fúria, a energia escura dos Fios Eléctricos, Amnésia, Aconteceu, Black Soul, Before Cruch, Dor Fantasma, Singra, Metal Grave, Demencial, Paralelo State e do artista Beato. O evento foi organizado por Wilker Flores e Sónia Ferreira.

O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos da América no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo.

Há muita discussão sobre qual deveria ser considerada a primeira gravação de rock & roll, mas foi em 1955, "Rock Around the Clock" de Bill Haley se tornou a primeira canção de rock and roll a chegar ao topo da parada de vendas e execuções da revista Billboard e abriu caminho mundialmente para esta nova onda da cultura popular.

Em Angola, o Rock é um género musical que existe neste país africano há alguns anos sensivelmente desde a década de '90.

Actualmente diversos grupos de jovens lutam pela promoção e expansão do Rock no país, pois este género não é tão respeitado como os estilos de música nacionais de Angola. Graças a evolução tecnológica, estes jovens têm usado meios como a Internet para divulgar a sua música e promover shows, já que os meios de comunicação locais mostram-se desinteressados em promover aquele género musical.

Foto: 


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.