1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

070412_Carvao--VEGETAL_04x12x625x230Moçambique - O País - Um estudo do Centro de Estudos de Agricultura e Gestão de Recursos Naturais, da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da Universidade Eduardo Mondlane, propõe a adopção de políticas que limitem o acesso aos recursos florestais e a redução das taxas de abate dos actuais 0.5% para os 0.21%, por forma a garantir-se melhor sustentabilidade na produção de carvão vegetal sem impactos negativos para as florestas. O estudo conta com o apoio do Centro Terra Viva.


De acordo com as conclusões do estudo, as comunidades rurais, incluindo líderes comunitários e chefes das localidades, geralmente, não têm conhecimento adequado dos sistemas legais relacionados com a terra e uso dos recursos florestais, e os que conhecem as regras, muitas vezes, ignoram o cumprimento das mesmas para o benefício próprio. Por outro lado, “o aumento cada vez crescente da procura por carvão vegetal, acompanhado de uma gestão imprópria das florestas e regulamentação pobre da comercialização, representam um futuro sombrio para as florestas moçambicanas e para as futuras gerações”.

Razões do abate

O estudo refere que os produtores de carvão abatem árvores para a produção de carvão vegetal em resposta à demanda pelo produto como recurso energético principalmente nas grandes cidades. Sendo assim, a produção e venda de carvão vegetal e lenha “devem ser vistas como actividades económicas e uma fonte de emprego para as famílias rurais, e não como uma actividade que somente degrada o ambiente. Este lucro incentiva os produtores a aumentarem as áreas de corte sem obedecer a nenhuma regra de corte e de pousio, pois o objectivo é conseguir níveis de produção que possibilitem fazer face ao crescente custo de vida. Isto, por sua vez, constitui uma grande ameaça à sustentabilidade dos recursos”, diz o estudo para, em seguida, acrescentar que “por esta razão, se os usuários do recurso continuarem a interagir sem a existência de regras e regulamentos claras que limitam o acesso ao recurso, bem como os direitos e responsabilidade de cada usuário sobre o recurso, comportamentos oportunistas irão tornar-se o factor ameaçador da sustentabilidade do uso do recurso”, refere o estudo.

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Foto: O País

Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.