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110910_mocambiqueMoçambique - PCO - Como tantos países no continente africano, Moçambique se soma aos já tradicionais altos índices de miséria e violência. Histórico de guerra civil, epidemias, colonialismo, acordos leoninos com o FMI e o Banco Mundial quase reduziram o país a pó.


Moçambique é um país da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e Zimbabwe.

Moçambique foi um dos países africanos colonizados por Portugal. Porém, antes da história propriamente escrita, o evento mais importante que se tem notícia foi a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram a metalurgia do ferro, entre os séculos I e IV. Entre os séculos X e XIX existiram vários estados bantus no território que atualmente é Moçambique, o estado mais conhecido foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).

A invasão portuguesa em Moçambique foi iniciada no início do século XVI, em 1885, com a partilha do continente africano pelas potências européias durante a Conferência de Berlim, o que acabou transformando as ocupações européias em ocupações militares, com a submissão total dos estados ali existentes, levando, no início do século XX, a uma verdadeira repressão colonial.

Independência

A independência de Moçambique veio em 25 de junho de 1975, depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos e que teve como protagonista a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). Um dos principais fatores que levaram à independência de Moçambique foi aceso em decorrência da Revolução dos Cravos em Portugal, que depôs o regime ditatorial que lá subsistia desde 1933 e tinha apoio no único partido que foi permitido no país, o União Nacional, de orientação fascista.

A Frelimo

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) é um partido oficialmente fundado em 25 de junho de 1962, com o objetivo de lutar armadamente pela independência de Moçambique do domínio colonial português. A Frelimo concentrou as principais forças pró-independência que já existiam no País. Eduardo Chivambo Mondlane foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique. O dia da sua morte, assassinado por uma carta-bomba, é celebrado em Moçambique como o Dia dos Heróis Moçambicanos.

No final dos anos 70 (1978), durante o seu IV Congresso, o movimento que concentrava as forças pró-libertação decidiu transformar-se em partido político, segundo consta, de cunho comunista nacionalista, como grande parte das frentes de libertação africanas. Após a independência em 1975 a agora Frelimo continuou a dirigir o país como partido único até 1994. Entretanto, em 1990, a Assembléia Popular aprovou uma nova constituição que mudou o sistema político, aceitando a formação de outros partidos.

Acordos de Lusaka

Após tais eventos o governo português assinou com a Frelimo os Acordos de Lusaka. Nestes acordos, Portugal reconheceu formalmente o direito do povo de Moçambique à independência e, em conseqüência, acordou com a Frelimo o princípio da transferência de poderes. Assim, houve um período de "Governo de Transição" no qual a Frelimo e Portugal detinham poderes no país.

Após a independência o povo moçambicano enfrentou uma sangrenta guerra civil no país. O conflito durou de 1976 a 1992 e se tratava basicamente no conflito entre ex-militares portugueses aliados aos dissidentes da Frelimo contra a oposição Renamo (Resistência Nacional Moçambicana). A Frelimo passou a controlar exclusivamente o poder, aliada a antigos aliados comunistas, em oposição aos estados brancos vizinhos segregacionistas, África do Sul e Rodésia, que apoiaram elementos brancos recolonizadores e guerrilhas internas, situação esta que viria a se transformar em uma guerra civil de 16 anos. Durante as negociações para o fim da guerra, o próprio governo Moçambicano assinou um acordo com a África do Sul que vivia no apartheid na época. Esse acordo tinha o objetivo de impedir que o governo sul-africano continuasse a financiar a Renamo em Moçambique, em troca, Moçambique não enviaria mais recursos para o Congresso Nacional Africano (CNA), partido de Nelson Mandela, e que também tinha base moçambicana. O acordo final de paz só foi selado em 1992.

A República Popular de Moçambique, com um partido único social nacionalista, foi se degradando progressivamente até a abertura feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial e FMI (Fundo Monetário Internacional), o que só trouxe miséria para o país. Finalmente, a Frelimo permanece no poder desde as primeiras eleições, em 1994, tendo vencido seguidamente mais quatro eleições, sob acusação de fraudes. E hoje é alvo de protestos espalhados pelo país por conta do nível de miséria que se chegou.


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