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090910_mplaAngola - Jornal de Angola - A direcção do MPLA considera "graves e preocupantes" os apelos sucessivos à desobediência civil que estão a ser feitos pela Rádio Despertar, emissora ligada ao partido UNITA, e apela aos angolanos a manterem a calma e não se deixarem intimidar por actos antidemocráticos.


Numa conferência de imprensa convocada ontem, em Luanda, o secretário para a Informação do partido no poder, Rui Falcão, declarou que os "apelos sucessivos" começaram a surgir na segunda-feira na Rádio Despertar e têm respaldo nos recentes discursos de alguns dirigentes da UNITA, em particular do seu presidente.
Ao mesmo tempo que pede aos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA a não reagirem a quaisquer provocações, incitações ou convites que contrariem a ordem instituída, Rui Falcão sublinhou que o MPLA tudo tem feito para melhorar a vida dos angolanos.
"Não podemos cair em atitudes impensadas e irreflectidas trazidas por pessoas que nada fizeram por este país, que o destruíram e continuam, pelas mais diversas formas, a querer atingir o poder", disse, acrescentando que o poder só é legítimo quando as atitudes são democráticas, o que não é o caso.
Rui Falcão lembrou, ainda, os avanços registados nas áreas económica e social. Explicou que o país saiu de uma situação de inflação endémica, com taxas mensais acima dos três mil por cento e que este ano deve ficar em torno dos 13 por cento. Para 2011, indicou, a inflação pode, pela primeira vez na história do país, ficar em um dígito.
"Isso pressupõe mais disponibilidade para o investimento público, mais crescimento, mais emprego e redução da miséria", disse.
Rui Falcão afirmou que é pensando nos angolanos que o MPLA continua a trabalhar na melhoria da governação e na gestão da coisa pública. "Conquistámos a paz e, fruto disso, obtivemos a estabilidade social e económica e estamos entre as economias que mais crescem no mundo. Mas há ainda quem não esteja satisfeito com o crescimento que Angola tem vindo a conquistar", disse.
Rui Falcão lembrou que os sinais de apelos à desobediência começaram a ser visíveis há cerca de um mês, quando um cidadão, intitulado como membro da UNITA, denunciou publicamente o conteúdo de teses preparadas para a JURA, Juventude do partido UNITA. Explicou que alguns dirigentes se apressaram logo a desmenti-lo. "Como se tratava de uma querela interna, entendemos que não devíamos nos imiscuir nos assuntos internos", frisou.
Na sexta-feira, o Bureau Político do MPLA repudiou, em comunicado saído da sua terceira reunião ordinária, a "estratégia seguida e suportada por diferentes instituições estrangeiras, perfeitamente identificadas, e organizações e indivíduos, incluindo cidadãos nacionais, recrutados para servirem de pontas-de-lança, visando manchar tudo quanto o Poder Executivo faça".
A atitude, segundo o comunicado, é a de tentar denegrir, a qualquer preço, a imagem do Presidente e o bom desempenho da economia angolana, mediante a criação de factos e o levantamento de suspeitas permanentes, com o propósito único de reduzir o apoio popular que tem merecido, condicionar o investimento estrangeiro no país e mitigar a diferença nas próximas eleições.
O comunicado acrescentava que a estratégia visa "derrotar o MPLA para entregar o poder àqueles que sempre serviram os seus interesses". "Conhecedor da estratégia gizada por essas organizações e instituições estrangeiras, aliadas a organizações e cidadãos nacionais contratados, o Bureau Político apela a todos os militantes a manterem-se firmes no cumprimento dos ideais do MPLA", sublinhava a nota.


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