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030311_infanciaMoçambique - Bissau Digital - O UNICEF Moçambique lançou esta quinta-feira, 24 de Fevereiro, o "Relatório sobre a Situação Mundial da Infância 2011", um relatório anual que foca as principais questões e desafios que afectam as crianças do mundo e apresenta dados sobre a evolução da saúde das crianças.


O relatório intitulado«Adolescência: Uma Idade de Oportunidades» revela que existem 1,2 mil milhões de adolescentes no mundo, aproximadamente 20 por cento da população mundial. «Muitas vezes pensamos em adolescentes como uma parte importante do futuro, mas eles são uma parte muito importante do presente, tornando-se uma parte significativa da nossa sociedade» refere um comunicado enviado a nossa redação.

 

O relatório destaca que a adolescência não é apenas uma fase de vulnerabilidade e risco de tumulto e rebelião, mas também uma um periodo de oportunidades. Em alguns contextos, os adolescentes podem ter as maiores necessidades do que qualquer outra faixa etária, porque são muitas vezes expostos ao casamento precoce, exploração sexual, drogas e conflitos armados.

Investir nos adolescentes significa consolidar as conquistas obtidas para as crianças mais novas, aquelas com idade entre 0 a 9 anos, e investindo em adolescentes significa acelerar a luta contra o ciclo intergeracional da desigualdade, pobreza e exclusão. Muitas vezes as pessoas que nascem pobres continuam pobres, quando eles crescerem. Ao educar os jovens e dar-lhes oportunidades económicas, este ciclo de pobreza pode ser quebrado.

«Os adolescentes estão cada vez mais enfrentando mais riscos de acidentes e lesões não intencionais, problemas nutricionais e de exploração sexual que conduz ao HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis, gravidez e complicações do parto. Melhor informação e melhores serviços ajudam a reduzir esses riscos. Melhor escolaridade, em particular o ensino secundário, gera mais benefícios, tais como casamentos em idade mais avançada, baixas taxas de fecundidade e melhor impacto na saúde. Os adolescentes estão em risco de violência, abuso, exploração, incluindo o trabalho infantil, o tráfico, o recrutamento por grupos armados. O aumento da protecção social e jurídica reduz esses riscos», refere o documento.

Em Moçambique, metade da população tem menos de 18 anos de idade. «Sabemos que as jovens em particular, são desproporcionalmente afectadas pela epidemia do HIV. As raparigas adolescentes são frequentemente expostas ao sexo inter-geracional e transacional, o que aumenta o seu risco de infecção pelo HIV. Estima-se que a taxa bruta de conclusão do ensino secundário é de 6,5 por cento, o que é muito baixo. É, naturalmente, ainda mais baixos nas zonas rurais».

A existência de violência e abuso sexual nas escolas afecta a frequência e retenção escolar, especialmente das raparigas. O abuso sexual de raparigas nas escolas é uma preocupação particular. O tráfico de crianças também é reconhecido problema, assim como o casamento precoce. Dados recentes mostram que 17 por cento de raparigas moçambicanas são obrigadas a casar antes dos 15 anos.

A principal recomendação do foro de políticas é investir na educação e formação; aumentar a participação dos jovens, criar um ambiente propício aos direitos do adolescente, e abordar temas da pobreza e da desigualdade.


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