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img 1883 3Portugal - Esquerda - O governo PSD/CDS-PP, em 2012, injetou 1.100 milhões de euros do Estado português no Banif. O banco só pagou 275 milhões e tem 125 milhões em incumprimento, desde dezembro de 2014. O governo tem de tomar uma resolução urgente sobre este caso, deixado pelo governo Passos/Portas. O Estado detém 60% do banco.


O governo tem de decidir rapidamente o que fazer sobre o Banif, uma situação que se arrasta desde 2012 e que o governo PSD/CDS-PP deixou para o atual governo.

Nas últimas semanas, o banco tem vindo a cair drasticamente na bolsa, valendo as suas ações 0,0014 euros, na passada sexta-feira, 11 de dezembro de 2015. Na quinta-feira, as ações tinham atingido o seu ponto mais baixo de sempre, 0,0009 euros.

O governo PSD/CDS-PP injetou 1.100 milhões de euros no banco no final de 2012. Desses 1.100 milhões, 275 milhões já foram liquidados, 700 deverão ser devolvidos até 2017 e 125 milhões já deveriam ter sido pagos até dezembro de 2014. Mas, ainda não foram liquidados e o banco não consegue pagá-los.

Por outro lado, no dia 1 de janeiro de 2016 entra em vigor a nova diretiva comunitária, que impõe que em caso de incapacidade do banco pagar e antes de pedir ajuda ao Estado o banco deve recorrer aos obrigacionistas detentores de dívida e aos grandes depositantes, aqueles que têm mais de 100 mil euros de depósito.

Banco bom e banco mau

O “Diário de Notícias” cita um comunicado do ministério das Finanças, onde é referido que o "plano de reestruturação do Banif está a ser analisado pela Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia" estando a decorrer "paralelamente" um "processo de venda do Banco nos mercados internacionais conduzido pelo seu Conselho de Administração".

O governo diz ainda que está a acompanhar a reestruturação e a venda, "garantindo a confiança no sistema financeiro, a plena proteção dos depositantes, as condições de financiamento da economia e a melhor proteção dos contribuintes."

O plano de reestruturação da administração do Banif implica, nomeadamente, o despedimento de cerca de 230 trabalhadores e o encerramento de balcões.

Quanto à venda, há vários interessados em comprar o banco, mas subsiste um grave problema: o negócio ficará muito aquém do que o Estado já injetou no banco.

O governo equaciona vários cenários, com o objetivo tomar uma decisão antes de 1 de janeiro de 2016, para que não haja a transformação dos grandes depositantes em capital do banco.

Segundo o Público, o governo pode decidir negociar já a venda dos 60% que detém no Banif , assumindo uma parte da dívida. Ou pode converter os 125 milhões em capital e vender mais tarde o banco. O objetivo apontado pela Comissão Europeia é tornar o Banif, de novo, num banco 100% privado.

A comunicação social aponta que o governo estará a trabalhar numa solução que passará por limpar o balanço dos ativos tóxicos, à semelhança do que aconteceu com o BES. Note-se que, neste caso, o Novo Banco (o banco “bom”), continua a ser um grande problema.

O Novo Banco detém 17% do mercado bancário português e as necessidades de capital podem ultrapassar os 2.000 milhões euros.

Criticando diretamente Passos Coelho e questionando o atual ministro das Finanças, Mariana Mortágua salientou que o Banif e Novo Banco são duas bombas-relógio”.


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