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Guillermo Almeyra

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Imperialismo Obama: A turné do patrom

Guillermo Almeyra - Publicado: Sábado, 26 Março 2016 19:50

A turné de Barack Obama a Cuba completa a do Papa Bergoglio que sem dúvida foi discutida longamente entre as diplomacias do Vaticano, dos Estados Unidos e ao menos um setor da burocracia reformista de Cuba os quais estám buscando a forma mais pacífica e menos traumática de favorecer umha transiçom rápida e completa de Cuba para umha integraçom total no capitalismo.


Com China em dificuldades crescentes, o governo de Venezuela sobre a sensata floja, o do Brasil à beira do impeachment e ante umha situaçom económica mundial que manda a um futuro longínquo os projetos do canal interoceánico por Nicarágua e de construçom pelos capitais brasileiros do megapuerto para os containers que esperariam no Mariel seu passo para o Pacífico e Chinesa, Washington e o Vaticano se prepárom para o que considêrom tempos muito bons para eles e a burocracia que dirige o capitalismo de Estado em Cuba opta por soluçons imediatas que lhe permitiriam conservar o poder.

Quer dizer, a um acordo com Washington, umha abertura comercial rápida e ampla que melhore o fornecimento e permita ter um dólar único com lastro no dos Estados Unidos e, como corolário, um simulacro de eleiçons pluralistas em que podam participar os opositores apresentáveis e menos daninhos (social-cristaos, social-democratas, liberais apoiados pola Igreja).

Francisco preparou para isso à Igreja cubana e achegou a tendência Obama do imperialismo norte-americano à tendência nacionalista e pragmática encabeçada por Raúl Castro. A pressom de setores intermediários do capital agrário e dos serviços "e inclusive de grupos republicanos- por fazer negócios imediatamente num mercado que agora está noutras maos e a lógica de que a venda de bilhetes turísticos legitima qualquer outra venda (até umha venda futura de foguetes) empurram Obama por esse roteiro em que tem todo para ganhar porque oferece umha cenoura que nom tem, pois tanto o fechamento de Guantánamo como o fim do bloqueio dependem, nom dele, mas do Congresso, onde nom tem maioria. Obama expressa a tendência imperialista que se opom ao nacionalismo agressivo do Tea Parthy e de Trump, mas tem os mesmos objetivos: combater a perda crescente de hegemonia que alimenta temores em Washington e recuperar posiçons com o menor custo possível.

O último presidente norte-americano que visitou Cuba foi em 1928, mas que desde entom Washington ocupou-na sucessivamente, impujo-lhe duas ditaduras, a invadiu em Praia Girón, mantivo umha guerrilha no Escambray, semeou o dengue hemorrágica, entre outras doenças, impujo aos outros países o bloqueio que custou a Cuba cem mil milhons de dólares, pagou espions e contrarrevolucionários a granel e dá refúgio a terroristas assassinos, além de organizar dezenas de tentativas de assassinatos de Fidel Castro. Obama mal se referiu a esse passado justificando-o e minimizando sem qualquer autocrítica.

Essa audácia arrogante baseada na segurança de que lhe aceitariam qualquer atitude por ofensiva que fosse torna ainda mais terrível a atitude submisa de Raúl Castro, que levantou a mao a Obama como se este fosse um pugilista triunfante e, além disso, nem sequer fijo umha referência ao objetivo ainda oficial do socialismo. Os cubanos e os latino-americanos tivérom a terrível sensaçom de que Cuba está condenada e indefesa, pois nem o cubano nem os outros governos "progressistas" reagem e explicam a turné de Obama.

A parte argentina da mesma foi simplesmente um período de férias para Obama. Este chegou efetivamente no meio da passividade dos peronistas (que antano cantavam "nem ianques, nem marxistas, peronistas" e hoje fam-se convidar, como o presidente do Senado ou os líderes das três CGT, ao jantar de gala em honra de Obama) e do desinteresse dos votantes macristas (que se fôrom em massa à Costa aproveitando os feriados). Os grupos trotskistas e da nova esquerda e os organismos polos Direitos Humanos salvárom a honra com umha manifestaçom, mas o padrom hóspede pudo dar o seu apoio ao pobre diabo que será para ele o "homem forte" após comprovar os efeitos da descomposiçom dos "governos progressistas" depois do desaparecimento de Chávez e de Kirchner e a transformaçom do kirchnerismo e do PT brasileiro em vulgar carne moída. Já satisfeito, comeu boa carne, dançou um tango e se foi a Bariloche, como um turista qualquer".

O balanço é claro: com o México desde há tempo no saco, o Tio Sam está decidido pôr em ordem o galinheiro latino-americano onde os galos "progressistas" som muito magros e rareiam os ovos.

O primeiro é Cuba, que espera "normalizar" antes de que cumpra 57 anos em independência. O seguinte é a reintegraçom do peronismo de direita às "relaçons carnais com os Estados Unidos" das que se orgulhava o chanceler de quem formou politicamente (é um modo de dizer) a Menem, Cristina Fernández e tutti quanti na política argentina. O terceiro é derrubar Dilma Rousseff e devolver ao país mais povoado da América Latina o papel de qualquer cousa parecida com um subimperialismo, como durante a ditadura militar. A presença na regiom das economias chinesa e russa, em tais condiçons e com governos tipo Peña ou Macri, praticamente se reduziria a pouco.

Mas esses planos, se se concretizassem, no meio prazo radicalizariam as reaçons populares, livres dos corruptos e impotentes e enfrentadas diretamente com o inimigo de classe e nacional. Umha vez, mais nom há alternativa: libertaçom nacional e social ou colónia, socialismo ou escravatura e miséria crescentes.

Traduçom do Diário Liberdade.


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