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ObamaProtestoVenezuelaVenezuela - Diário Liberdade - Neste dia 9, o presidente venezuelano Nicolás Maduro aprovou o Plano Especial de Denúncia contra o decreto do regime de Barack Obama,que considera o governo de Caracas "ameaça inusual e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos", sancionado pela Casa Branca em 9 de março de 2015 a partir de quando se deteriorou, ainda mais, a relação entre ambos os governos.


Foto de Edu Montesanti - Protesto popular em Caracas (Venezuela) contra o decreto imperialista de Obama.

“Aprovei um plano especial de denúncia deste decreto a nível internacional em todos os organismos, e vamos configurar um eixo de força para levar a todos os foros internacionais a demanda com apoio dos governos e povos do mundo, para que este decreto seja derrogado e retirado de la história de ameaças dos Estados Unidos contra Venezuela, (...) Da mesma maneira, aprovei um plano nacional”, pontuou o presidente Maduro diante do decreto.

Para aprovar tal Plano, o dignatário venezuelano fez uso da Lei Habilitante proposta por ele mesmo logo do decreto do presidente Obama há um ano, aprovado então pela Assembleia Nacional. A Lei Habilitante, qualificada pela mídia internacional de medida autoritária, garante ao presidente Maduro condições de tomar medidas emergenciais em favor da segurança de seu país - a mesma defendida pelo regime norte-americano, contudo este com base na velha ingerência que marca sua política externa.

Dado que a Casa Branca ratificou no último dia 3 o decreto que coloca os Estados Unidos em estado de "emergência nacional", em protesto o dignatário venezuelano tomou também a decisão de retirar de Washington seu encarregado de negócios nos Estados Unidos, Maximilian Arveláez. "Se no querem nada conosco, a Venezuela Bolivariana retira seu embaixador de Washington", disse o dignatário Maduro durante um ato do povo venezolano junto à Força Armada Bolivariana da Venezuela (FANB).

Diante disso, certamente não tardará para que a mídia predominante (a mesma que promoveu o golpe militar de 1964 e o regime de linha-dura que o seguiu por 21 sangrentos anos no Brasil) apresente notícias distorcidas, sem se aprofundar na questão como faz neste e em todos os episódios envolvendo a Revolução Bolivariana na Venezuela, a fim de acusar o presidente Maduro de "rancoroso" e de "ditador".

Já o deputado Diosdado Cabello, vice-presidente do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), reiterou neste dia 9 que os Estados Unidos continuam conspirando contra o país para derrubar o presidente Nicolás Maduro, mediante a renovação do decreto imperialista.

“O presidente Obama tomou essa decisão porque os Estados Unidos estão comprometidos, total e absolutamente, com o golpe de Estado que, na Venezuela, está em andamento. (...) Os Estados Unidos têm dado segmento à conspiração contra a pátria, contra nosso povo”, advertiu Cabello.

Os partidos de oposição, por sua vez, mantêm o mais absoluto silêncio diante das medidas coercitivas do regime norte-americano contra a soberania da Venezuela. Políticos e militantes do PSUV, além da própria sociedade, têm cobrado, sempre em vão, posicionamento da oposição não necessariamente em favor do governo de Maduro, mas em prol da unidade nacional contra a ingerência de Washington. 

Sociedade Venezuelana em Peso por Maduro - Desmistificando a Revolução Bolivariana

Igualmente em completa distinção ao que noticiam os sujos meios de desinformação das massas globais, desde o Pentágono midiático em Nova Iorque, a sociedade venezuelana está amplamente ao lado do governo de seu país, inclusive no que diz respeito à Lei Habilitante.

Girando por toda a Venezuela, de ponta a ponta, escuta-se inclusive opositores ao governo do PSUV, defendendo o presidente da República Bolivariana da Venezuela.

Logo que o regime de Washington decretou que a Venezuela representa ameaça a seu país, a capital Caracas se coloriu entre alegria, festa e muito senso cidadão, com o típico brio venezuelano que possibilitou que Hugo Chávez liderasse a Revolução Bolivariana, com todas as suas conquistas, e que o atual presidente Maduro a leve adiante.

O Que a Mídia Predominante Não Vê. O vídeo abaixo registra uma das manifestações em pleno centro de Caracas a favor do presidente Maduro. Note-se que, no meio desta curta gravação, uma senhora mostra lista de assinaturas contra o decreto do presidente norte-americano: superam mais de 10 milhões de assinaturas na Venezuela para que tal sanção seja anulada. Ela também ostenta honrosamente a Constituição de seu país, desafiando "a líder opositora amiga de Washington", em referência à María Corina Machado, participante de todas as tentativas de golpe de Estado desde que Chávez assumiu a presidência:

Praça Simón Bolívar, Caracas, capital federal. Manifestação popular pacífica em protesto contra o decreto de Barack Obama, que, sem nenhuma justificativa, considera a Venezuela ameaça inusual e extraordinária à economia e à segurança nacional dos EUA:

EntrevistaAdvogado de Caracas, atuando como mesário na coleta de assinaturas (superaram os 10 milhões) contra o decreto do regime de Washington, em um dos milhares de ponto de assinaturas por todo o país. Este, ao lado do Cuartel de la Montaña, onde repousam os restos do comandante eterno Hugo Chávez (à esquerda do ponto)."Estão certos os grandes meios de comunicação internacionais, quando dizem que a Venezuela vive uma terrível ditadura? Que lhe parece a ingerência dos Estados Unidos? E a Lei Habilitante do presidente Maduro? Por que tanto interesse norte-americano na Venezuela?":

Breve flashe de 27 segundos de umas das inúmeras manifestações populares pacíficas pró-Revolução Bolivariana. Centro de Caracas:

Região central de Caracas, capital federal. Mesas de abaixo-assinado contra o decreto de Obama (breve flashe, 11 segundos):

 

Entrevista: Estudante de Medicina, atuando como mesário na coleta de assinaturas na capital federal de Caracas, uma das milhares de mesas por todo o país, contra o decreto de Barack Obama. "Estão certos os grandes meios de comunicação internacionais, quando dizem que a Venezuela vive uma terrível ditadura? Que lhe parece a ingerência dos Estados Unidos? E a Lei Habilitante do presidente Maduro? Por que tanto interesse norte-americano na Venezuela?":

Manifestação no centro da capital federal de Caracas celebrando a diversidade étnica vivida hoje na Venezuela, comemorando igualmente a Abolição da Escravatura por parte de apoiantes da Revolução Bolivariana, que também protestam pacificamente contra o decreto do regime de Obama:

Manifestantes pela diversidade se dirigem à Praça Simón Bolívar, onde se juntarão a outros manifestantes pró-Revolução Bolivariana contra o decreto de Obama. Em instantes, terá início discurso das feministas da Venezuela que relatarão as conquistas em direitos humanos durante a revolução Bolivariana, e manifestarão seu repúdio ao decreto de Obama:

Parque Carabobo, centro da colorida e musical Caracas, capital federal durante as manifestações populares em prol do presidente Maduro, contra o decreto do regime de Obama. República Bolivariana da Venezuela, território de paz:

Praça Simón Bolívar, centro de Caracas, capital federal. Manifestantes em prol da diversidade étnica e em comemoração á Abolição da Escravatura, unem-se a outros manifestantes em defesa da Revolução Bolivariana e contra o decreto de Barack Obama:

Praça Simón Bolívar, feministas da Venezuela, amplamente assistidas pela Milícia Bolivariana, preparam-se para discursar:

No vídeo abaixo, tem início ao discurso das feministas da Venezuela, contando sobre conquistas em termos de direitos humanos durante a Revolução Bolivariana, também protestando contra o decreto de Washington. O vídeo apresenta 4 minutos do discurso:

Cidade de Barquisimeto. Entrevista com senhora Margarita Oviedopassadeira de roupas (e seu fiel cãozinho):


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