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160316 argArgentina - Prensa Latina - O deputado da Aliança Cambiemos Eduardo Amadeo, um dos mais fortes expoentes do oficialismo, manifestou hoje que o governo de Mauricio Macri endividará a Argentina por 30 anos para pagar aos fundos abutres.


Em declarações à Rádio 10, Amadeo expressou que "não haverá um pagamento até que tenha uma falha que nos permita dormir todos tranquilos. O montante do endividamento creio que estava ao redor de 12 bilhões, falava-se de 15, mas até onde eu estive acredito que ficou em 12".

"Mas o importante é que vamos nos endividar 30 anos, o necessário para pagar a dívida", ressaltou o legislador antes da Câmara de Deputados iniciar o debate sobre o projeto para revogar as leis Fechamento e Pagamento Soberano, e conseguir a permissão para emitir títulos de dívida.

Sobre o quórum que obteve o oficialismo entre advertências de que se não pagar aos credores litigantes o país sofreria um ajuste brutal e uma superdesvalorização, Amadeo disse que "estamos contentes, acreditamos que vamos chegar bem, depois ir ao Senado, e finalmente terminar esta história".

Insistiu que a Argentina vai se individar o necessário para terminar este problema com os fundos abutres, e agradeceu aos blocos de Diego Bossio (Justicialista), Sergio Massa (Frente Renovador) e ao Partido Socialista por contribuir com "ideias muito interessantes".

A deputada nacional pela Frente para la Victoria (FpV), Juliana Di Tullio admitiu que o oficialismo tem os votos necessários para o quórum e a aprovação do projeto na câmara de deputados, ainda que adiantasse que o cenário é outro no Senado.

No Senado, onde o FpV tem a maioria, não vai passar o acordo com os "holdouts", afirmou à Rádio Vorterix a legisladora.

"Há posições distintas, mas creio que o Senado não vai aprovar o projeto tal como está, porque não é um bom acordo para a Argentina", antecipou Di Tullio.

Explicou que a partir de seu espaço se opõem porque não se acordou com o total dos credores que rejeitaram as negociações de 2005 e 2010. E também porque negociou-se com alguns em percentagens maiores que outros, mas todos superiores à sentença do juiz Thomas Griesa.

O grupo de litigantes em Nova Iorque compõe menos de 7% de todos os portadores de títulos da dívida argentina; a grande maioria de 93% aceitou a reestruturação de 2005 e 2010.

Juliana Di Tullio advertiu sobre possíveis novos litígios. "Acreditamos que não estamos frente a uma solução, estamos frente a um possível grande problema, porque não há garantias de que isto não reabra novos processos, e já não seriam 15 bilhões de dólares, que é o que vai ser pago aos abutres".


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