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José Alberte Corral Iglésias

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Mar Aberto

O sentido comum

José Alberte Corral Iglésias - Publicado: Segunda, 25 Janeiro 2016 00:53

Na construçom do socialismo nom podemos prescindir da realidade concreta em que se desenvolve a actividade de fazer agromar a versom subjacente, a que nega a ideologia dominante cimentada polos “mass media” instituidores do imaginário preponderante, constructo que consolida o poder do bloco de classes dominante.


Agora bem, este imaginário unificador e coesivo nom se conforma num todo comum, a homogeneidade é proporcionada polos diferentes níveis de ideologia, vem dada desde a heterogeneidade: a religiom, a educaçom, a filosofia, os costumes, o folclore, o sentido comum... som constructos necessários para que as maiorias sociais tenham como “natural” a sua submissom, que vem sendo um dos muros ideológicos mais forte das oligarquias e dos seus gestores na defesa dos seus interesses de classe; utilizando diversos factores, entre os que adquirem fulcral relevância: o sistema educativo e o sistema religioso, para assim elaborar a ideologia de aceitar a submissom como um componente conatural da organizaçom social. Velaqui, na super-estrutura, onde se produz a hegemonia político-cultural do bloco social dominante. Para manter o domínio sobre a totalidade social, as oligarquias estám obrigadas a dirigi-la, e para isto precisam do controlo do imaginário colectivo. Hoje a televisom e demais media cumprem o papel de criar a coesom política e cultural do todo social para garantir ao bloco social que conformam as diversas sinarquias a direcçom e o domínio do conjunto da sociedade. O paradoxo é que hoje os “mass médias” venhem a cumprir o rol do que Gramsci denominava o Príncipe Moderno de jeito invertido. A sua estratégia ideológico-política de produzir e suster o “consenso” mantém as classes subalternas na mansidom aos poderes reais (financeiros, eclesiásticos, etc...) bloqueando-lhes a possibilidade de análise da realidade social e aceitar a mesma como “natural”. Este estratagema permanente furta ao conjunto das classes trabalhadoras a ferramenta mais idónea para traçar políticas que subvertam a situaçom económico-política em que se acham mergulhadas.

As sociedades complexas, de capitalismo avançado, implicam umha heterogeneidade das classes trabalhadoras, entre as que as profissons liberais que até bem pouco constituíam boa parte dos intelectuais orgánicos do sistema, criadores da construçom do consenso (convém nom identificar com os intelectuais políticos), hoje estám “proletarizadas”, som assalariadas; a sua sobrevivência, que os contratem ou nom, depende da arbitrariedade dos patrons; o que cria umha mudança radical no tecido que conforma a força de trabalho. O que nom supom que estes novos “proletários” assumam a sua localizaçom nas relaçons sociais de produçom, senom que muitos dos mesmos fornecem os corpos gerenciais do sistema, constituindo o que poderíamos denominar desde umha visom sociológica e politica, as classes intermediárias. Pois sendo assalariadas, a sua funçom nas relaçons sociais de produçom é a intermediaçom entre as sinarquias e os trabalhadores.

A existência dumha ditadura do capital nos Estados complexos e mui estruturados é consubstancial com a hegemonia ideológica, política, do bloco social oligárquico. Poderíamos afirmar que para a existência da “democracia”, é inerente que a ditadura do capital esteja acochada sob a hegemonia cultural e ideológica da grande burguesia. Para a construçom e imposiçom ideológica através do consenso precisa da aliança de classe com as classes intermediárias, estamentos profissionais e gerenciais do sistema; e da propriedade directa ou indirecta dos média para actuar sobre o imaginário das classes trabalhadoras e homogeneiza-las ideologicamente em torno aos mitos e signos da cultura do espectáculo, da publicidade, e da aparência ou imitaçom.

O imaginário colectivo nunca é umha construçom espontánea, surgida do nada; é sempre expressom da alienaçom real-concreta. Jamais pode ocorrer que um fenómeno de alienaçom ideológica (real-abstracto) nom venha dado por um feito de alienaçom na estrutura sócio-económica (real-concreto). A educaçom junto com a religiom constituem os constructos fulcrais na conformaçom do imaginário dos estamentos profissionais e gerenciais -hoje no Estado espanhol o ensino nas cidades está dominado pola escola concertada, na sua maior parte, eclesiásticas - que é assumido em parelho polo conjunto da sociedade através da imitaçom e na vacuidade da cultura-espectáculo. Este sistema de dependência (alienaçom na estrutura sócio-económica a carom da alienaçom ideológica) forma o “sentido comum”, o grande acumulo de fidelidades à organizaçom social económica do capitalismo; constituindo umha das mais grande ferramenta ao serviço das oligarquias e sempre disposta a trair qualquer impulso subversivo.

É preciso agir para derrubar o “sentido comum”. Subverter esta super-estrutura que assimila a visom da realidade dos subjugados à da oligarquia é fulcral para à vez poder acabar o saqueio da riqueza colectiva criada graças à acçom da força de trabalho, seja esta intelectiva o física. Agora bem, sem poder económico, sem poder mediático, como será possível abater o sistema capitalista. Defronte da mais acabada expressom da barbárie, o capitalismo; as mulheres e homens guímaros estám de novo na presença da velha pergunta, Que fazer?

Fonte: AEG.


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