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230911_naufragosMoçambique - O País - "Preferimos vir por mar. é mais rápido, porque não há postos de controlo policial. Sabemos que é perigoso, mas na nossa religião acreditamos que quem morre no mar vai directamente para o céu".


Mohidin Adam Ibrahim, 27 anos de idade, chegou ao campo de refugiados de Maratane, na província de Nampula, em Fevereiro de 2010, mas está ainda à espera de uma decisão sobre o seu estatuto de refugiado. Ibrahim fala de pessoas que não conseguiram completar a viagem até Moçambique.

"Eu tinha uma pequena farma onde plantava coisas para vender na minha loja, em Mogadíscio. A polícia queria comprar a minha loja, mas o Al-Shabab (grupo rebelde) dizia que eu era um espião do governo e iria matar-me. Eles levaram-me para a prisão, onde fiquei durante 33 dias, até que as forças governamentais atacaram o lugar e eu aproveitei para fugir. Eu sabia que eles iam matar-me se não abandonasse o país", disse Ibrahim, citado pela AIM. "Deixei a minha esposa, os meus dois filhos, fui para Kismayo e escondi-me lá durante 12 dias. Depois, atravessei a fronteira para o Quénia, mas não fui para o campo de refugiados, porque o Al-Shabab podia estar lá. Fui a Mombasa, e disse ao traficante de pessoas que tinha 300 dólares americanos para viajar de barco para Moçambique."


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