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angolaAngola - Esquerda - Num índice sobre fome e nutrição, um total de 45 países foram analisados no contexto de 22 indicadores que procuram medir a atuação dos governos nas áreas de combate à fome e à subnutrição, tendo Angola ficado em 42º, apenas três lugares acima da Guiné Bissau, que contabiliza os piores resultados.


Apesar da enorme fortuna da família presidencial, Angola é um país com fome. O estudo do IDS, divulgado no último mês, teve como parceiros o Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (UKAID) e da Irish Aid, do Governo Irlandês.

Entre os indicadores negativos da Guiné-Bissau, os autores do índice apontam no contexto do combate à fome a inexistência de redes de proteção social na legislação do país, assim como os direitos económicos para as mulheres. Já na área de subnutrição, é mencionada a baixa taxa de acesso da população a saneamento, cerca de 19%, ou a indefinição de metas de nutrição pelo Governo nas suas políticas, entre outros indicadores.

Sobre Angola, que partilha com a Guiné-Bissau indicadores negativos como a inexistência de legislação que salvaguarde os direitos económicos das mulheres, o estudo referencia a baixa cobertura de crianças que recebem doses de vitamina A, apenas 55%, assim como o acesso da população a água para consumo, na ordem de 53 por cento.

A inexistência de legislação que proteja os direitos económicos das mulheres é também mencionada no relatório, assim como o direito constitucional à proteção social, que de resto é um indicador negativo transversal aos três países africanos de expressão portuguesa.

Em janeiro de 2013, a filha mais velha do presidente de Angola, Isabel dos Santos, tornou-se na primeira bilionária africana de acordo com a revista norte-americana Forbes, que afirmava que as ações de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da ZON, juntamente com ativos em Angola, "elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares".

A origem da fortuna, diz a Forbes, é que Isabel dos Santos fica com parte das empresas que querem estabelecer-se em Angola, ou beneficia-se da providencial assinatura do pai numa lei ou decreto. Outro artigo sobre os negócios da filha mais velha do presidente afirma que incluí-la em todos os grandes negócios feitos em Angola é, para José Eduardo dos Santos, uma "forma de extrair dinheiro do seu país, enquanto se mantém à distância, de maneira formal". Desta forma, "se for derrubado, pode reclamar os seus bens, através da sua filha. Se morrer enquanto está no poder, ela mantém o saque na família."


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