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141013 black blocBrasil - PCO - As manifestações dos professores do Rio de Janeiro foram duramente reprimidas pela polícia. Fotos de professoras com as costas roxas de golpes de cassetete, fotos de bombas de gás lacrimogêneo voando na praça onde se reuniam os manifestantes e relatos de pessoas que passaram mal ou até que morreram em razão do gás espalhado pela polícia, se espalharam pelas redes sociais.


A cobertura da imprensa burguesa dessa truculência da polícia com os manifestantes foi ínfima. Era preciso falar algo, para constar, mas não foi um escândalo.

O que a imprensa capitalista realmente transformou em escândalo foi a ação de algumas dezenas de jovens que passaram a ir nas manifestações para enfrentar a violência policial; os black blocs.

Para a imprensa burguesa, a ação da polícia é ruim; a dos black blocs, inaceitável. Por isso, tratam com naturalidade a perseguição absurda contra os jovens: acusação de formação de quadrilha, prisões arbitrárias, prisão dos criadores da página black bloc no facebook e, finalmente, o absurdo enquadramento de dois jovens na lei de segurança nacional da época da ditadura militar.

Mas não é apenas isso. O governo sabe que o chamado “vandalismo” tem apoio entre a população. Por isso, a imprensa burguesa tem investido pesadamente em uma verdadeira campanha para mostrar que os Black Blocs não são manifestantes que reagem contra a polícia e quebram bancos e outras coisas como forma de protesto. Querem apresentá-los como “criminosos”, que “depredam” sem motivo, para criar confusão, para atrapalhar o que seriam os “verdadeiros” manifestantes.

Apresentam os rostos cobertos, a ideologia anarquista que está por trás do grupo, os manifestos políticos que defendem a desobediência civil e denunciam a violência policial, como algo sinistro e secreto.

A Rede Globo é, evidentemente, um dos principais centros dessa campanha. Na CBN, rádio ligada ao grupo, quase todas as manhãs há notícias de “vandalismo” e debates entre os jornalistas sobre as ações dos black blocs. Nesse domingo, o programa Fantástico fez uma reportagem onde mostrava as ações do grupo, as acusações etc. em meio a uma série de reportagens sobre crimes comuns; uma nova arma para detectar ladrões, um roubo em determinada cidade etc.

Diante disso, é preciso seguir o exemplo do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro, que tirou uma nota em apoio aos Black Blocs, e defender esses manifestantes. É preciso pedir o fim da perseguição aos Black Blocs e realizar uma campanha contra a tentativa de tornar crime os movimentos de luta.


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