Mais umha manifestaçom em defesa da Sanidade Pública, progressivamente desmantelada no quadro da crise do sistema capitalista, tomará hoje as ruas. Desta vez será em Ponte Vedra, saíndo da praça das Ferrerias polas 20:00 h.
Será apenas alguns dias após o multitudinário protesto que, também no quadro da defesa da Sanidade Pública, se convocou em Monforte de Lemos. Também neste mês, grandes manifestaçons percorrérom Vigo e Ferrol para reivindicar o cesse das hostilidades do governo ultraliberal contra a saúde pública.
O protesto chega no momento em que os cortes em sanidade se começam a manifestar toda a sua brutalidade na prática. Meses de ataques diretos ao sistema de saúde manifestam-se agora no colapso dos hospitais galegos, nomeadamente das urgências, com destaque para as situaçons vividas na Corunha e Vigo. Ontem, um Hospital Comarcal do Berzo à beira do colpaso já tinha que cancelar ou adiar cirurgias, em relaçom direta com o fechamento de 72 camas.
Assim, a plataforma convocante exprime várias medidas implementadas polo ultradireitista Partido Popular (que ocupa o governo galego e o de Madrid) que justificam a convocatória do protesto de hoje em Ponte Vedra:
- Introduçom o copagamento dos fármacos dos tratamentos dos pensionistas.
- Supressom do direito à atençom sanitária de importantes coletivos, como os/as moços/as maiores de 26 anos que nunca cotizaram, as pessoas sem recursos, os/as imigrantes sem papeis, ...
- Intuito de cortar na carteira de serviços da Sanidade Pública, polo que haverá que pagar por serviços até agora gratuitos.
- Intuito de reduzir as urgências e as farmácias no medio rural.
- Retirada do financiamento público a mais de 400 fármacos, muitos deles plenamente úteis, como os fármacos contra a diarreia, as hemorroides, ...
- Introduçom do copagamento (repagamento) para próteses, cadeiras de rodas, muletas, ou alimentos especiais, assim como na utilizaçom das ambulâncias para translados nom urgentes para provas diagnósticas, tratamentos contra o cancro, diálise renal ou reabilitaçom.
- Paralisaçom a construçom do Hospital Único, ampliando Monte Celo e sob pretexto de que ia ser construído um hospital totalmente novo em Monte Carrasco. Isso sim: com financiamento e gestom privada.
Apoio de coletivos
Coletivos sindicais, sociais, culturais... da comarca apoiam a mobilizaçom convocada por SOS Sanidade Pública. Ontem ainda se contavam novas adesons, como a da AC Almuinha, coletivo do que querem "fazer um chamamento aos/às marinenses para que assistam massivamente a esta manifestaçom". Da Almuinha lembram que "a mobilizaçom social é básica para parar as políticas antissociais e antipopulares que está a aplicar o PP, tanto na Galiza como no Estado Espanhol, seguindo fielmente as diretrizes impostas por quem ostenta na realidade o poder, que nom é outro que o gram capital".
Foto: Galiza Contrainfo - Alguns direitos reservados - Manifestaçom em defesa da sanidade pública há poucos dias.