Mais um hospital galego albisca o colapso graças aos cortes em sanidade. Trata-se do Hospital Comarcal do Berzo, em Ponferrada.
É a primeira ocasiom em que cirurgias estám diretamente afectadas pola falta de camas derivada do fechamento da seçom B do segundo andar do centro hospitalar. Ao total, seis intervençons fôrom afetadas nos últimos dias, algumhas das quais somavam 100 dias de espera.
Estas cancelaçons tenhem como causa direta a insuficiência de camas para atender o pós-operatório, derivada do fechamento das 72 que no verao o governo autónomo de Castela (que administra a comarca galega do Berzo) anunciou como 'estacional', e que acabou por ser permanente -tal como denunciárom que aconteceria sindicatos e pessoal do centro hospitalar.
Assim, em traumatologia houvo que adiar quatro operaçons para poder atender cirurgias de urgência ao longo do fim de semana. Em otorrinolaringologia duas cirurgias fôrom diretamente canceladas, sem nova data proposta.
Além da cancelaçom de operaçons, o Hospital do Berzo vive umha situaçom próxima do colapso, segundo inforam meios locais que citam fontes diretas. A Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e as urgências -tal como acontece em todos os hospitais galegos situados em grandes núcleos de populaçom- serám as áreas mais afetadas.
Gerente do Hospital diz que a situaçom é 'pontual'. Tal como o fechamento de camas era apenas estacional?
O Gerente do Hospital, a quem a Junta de Pessoal vai exigir explicaçons, segundo explica o portal informativo comarcal Infobierzo.com, considera a situaçom "pontual" e diz que é a primeira vez que isso acontece. No verao de 2012 também a gerência considerou "temporário" o fechamento das 72 camas que em março de 2013 continuam sem funcionar. O gerente Hevia justifica com critérios economicistas, dos que nom aporta provas, o fechamento das camas. Segundo ele, poupam-se 300.000€ anuais graças à medida, que agora ameaça colapsar (mais) um hospital inteiro.
Pressons desde fai meses para manter as camas fechadas
Desde outubro, quando se efetivizou a sólida suspeita de que o fechamento de camas era permanente e nom temporário, o quadro de pessoal do centro hospitalar vem denunciando pressons da gerência para forçar as altas e para que as pessoas doentes nom ingressem no hospital. Essa barragem aos ingressos viria determinada por critérios nom médicos, denunciárom no Outono passado os sindicatos: "todos os doentes que chegam às urgências, nom ingressam se se pode evitar" dizia na altura Jesús Carballo (FSP-UGT). Camino Baños (CCOO) afirmava que com essas medidas "pretendem que haja altas suficientes para nom ter que abrir as plantas que estám fechadas".
Foto: Plumilla Berciano