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100413 emgalegosimGaliza - AMI - Esta sexta faz 150 da publicaçom de cantares galegos, historiograficamente um rexurdimento cultural que pouco tem que ver com os tempos que hoje vivemos. Mais um ano de reformas e abusos contra nossa língua.


Fam-se 150 anos da publicaçom de cantares galegos, umha obra maestra da nossa literatura escrita por Rosalia para "... facerlle máis palpable a España a inxusticia que ela á súa vez conosco comete. Foi este o móvil principal que me impeleu a pubricar este libro...", prologo de cantares gallegos. A língua galega deixara de ser literária e estava reduzida o âmbito oral, os documentos oficiais só se escreviam em castelám pola invasom da nobreza castelã na nossa terra. Esta obra foi o rexurdimento da literatura galega, escrita em língua viva, mas com ortografia espanhola.

Na atualidade a nossa língua está-se vendo gravemente ameaçada e sofre dia a dia umha involuçom a mãos dos que se dim espanholes e nom amam a sua língua, "onde muitos cospem, lama fam".

Todos os anos falamos dos desprezos, leis e reformas que o governo faz contra a nossa língua, a pesar do que nos quiséramos, este ano nom foi menos, um exemplo claro é a educaçom, este ano a LOMCE, que relega a assinatura de língua galega a um terceiro grão de especialidade, mentres as línguas estrangerias som consideradas como troncais (castelám mais umha outra língua), ademais, num segundo grão, como matérias especificas haverá umha segunda língua estrangeira. O número de horas das matérias troncais é do 50 % à semana, mesma porcentagem para as matérias específicas, podendo nom ter mais de umha hora a semana de ensino da nossa língua, ademais, nom será obrigatório examinar-se de língua galega para avançar ao bacharelato já que poderá-se elixir entre qualquer outra assinatura de especialidade como por exemplo a religiom. A isto sumamos as novas subvençons a familias com membros em centro educativos privados em castelám.

Os mesmos fascistas fracassados de sempre, pretendem mais umha vez exterminar todo aquelo que nom comprendem, que supom umha barreira para os seus interesses capitalistas, como a cultura do Povo. Centos de anos intentando borrar do mapa umha cultura mentres, gostem ou nom, na Galiza nom há festa popular onde nom bailemos ao redor dumha gaita ou pandeireta, onde nom se escuite a nossa língua. A resistência secular da nossa cultura faz-lhes fracassar, um intento mais outro de extermino que sendo certo que vai conseguindo pequenos objetivos ao longo de muitíssimo tempo nom é quem de eliminar na totalidade o nosso modo de vida.

A nossa língua foi, e por muito que queiram é a canle de comunicaçom do Povo galego, herdança apreçada das nossas ancestras. Umha mensagem, que lhes quede bem clara: Nom o vam conseguir. Umha e outra vez atoparam-se barricadas, enfrontaremo-nos a eles o que faga falha, se resistimos mais de 600 anos, outros tantos e os que sejam necessários seguiremos luitando. Mas temos bem claro que a vitória será nossa.

É certo que o número de galego-falantes baixa de maneira preocupante, é bem certo que o inimigo é tremendamente forte. Mas nós nom somos vitimas inocentes, somos um Povo que resiste. Nom podemos aguardar a que leis ditadas por espanholistas enalteçam o galego, nim agardar a quedar sem fala, o discurso derrotista temo-lo bem claro, mas já avonda de chorar pola nossa língua e polo nosso País, coma sempre, som muitas as maneiras de ataca-la mais só umha de defende-la: A luita é o único caminho!

Quando Rosalia escreveu Cantares Gallegos nom se sabia que o galego já tinha ortografia própria, porque Espanha sequestrara (e ainda sequestra) a história do nosso Povo e da nossa língua. Assim que utilizárom para escrever em galego a única ortografia que conheciam: a espanhola. Daí que seja impossível distinguir entre as normas ortográficas galegas e as espanholas (mesmo se adotou a letra eñe, que só existe em espaÑol). Claro, naquel tempo nom se sabia que o galego tinha ortografia própria, mas no século XX si se soubo, e só por interesses espanholistas de converter o galego em dialeto do espanhol se impede à nossa língua volver ao seu espaço natural.

Por isto, animamos a participar da manifestaçom do dia das letras galegas convocada pola plataforma queremos galego que sairá às 12:00hh da alameda de Compostela. A cita para conformar o Bloco laranja será às 11:45hh na Estátua das Marias.

Descoloniza-te: Fala galego!

Na Galiza só em galego!

Foto do Diário Liberdade - Manifestaçom do Bloco Laranja, neste mesmo ano.


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