Ontem a assembleia de trabalhadores de Frivispesca Chapela, deu as costas ao companheiro Luís Bar Peres, delegado sindical da CUT. A empresa, por fin conseguiu o que tanto almejou, revogalo como representante dos trabalhadores e trabalhadoras. Tinha que estirpar o cancro que tanto lhe incomodava. Como nom poderia ser menos, toda escoria de fura-greves e lambecus com ou sem apelido sindical, aprestou-se decididamente a semelhante manobra.
Qualquer poderia pensar que se os companheiros revogárom Luís, a trajetória sindical deste nom seria tam exemplar. Pois se enganam, a conduta de entrega deste trabalhador nom é de hoje, e vem avalizada por mais de quinze anos plantando cara à empresa. No etanto, o trabalho de persuassom patronal tivo os seus resultados. A chantagem do medo ao final tornou-se traiçom, a quem ainda nom fai um ano, encabeçou umha greve polo Convénio Coletivo, que apesar de umha e mil manobras patronais e de CCOO, arrancou melhoras salariais para os trabalhadores e trabalhadoras.
Porém, este nom é um facto isolado. A direçom de Pescanova, fai cinco anos fixou-se como objetivo o de banir a CUT do grupo. Fagamos memória; primeiro forçou um traslado artificial de pessoal de Chapela a Porrinho, para aminorar o Comité de Empresa, depois modifica o quadro de pessoal de técnicos e nom qualificados. O objetivo nom era outro que o de arrebatar a Presidência do Comité de Empresa à CUT, na fábrica da Chapela.
A convocatória de greve decidida em assembleia, fronte nom só o patronato, senom a todo o arco sindical excetuando a CIG, foi um desafio imperdoável. Esse é o pecado mortal mais salientável do nosso sindicato. Defender honestamente os interesses da classe trabalhadora.
Com muitos como Luís Bar, o tecido laboral e a realidade do movimento operário seria outra. Em nome dos trabalhadores e trabalhadoras com dignidade, graças caro companheiro. A luita sindical em Pescanova continuará.