A Galiza possui sessenta e cinco fábricas de conservas que dam trabalho direto a mais de 12.000 trabalhadores e trabalhadoras, entre os quais 80% som postos ocupados por mulheres. Com um volume de produçom cerca de 310.000 toneladas, o setor conserveiro supom um importante alicerce para a economia costeira. As políticas de subsídio da Junta de Galiza --de que gosta o patronato-- estám a provocar a fugida das fábricas, que som trasladadas ao estrangeiro.
O nosso país possui cerca de setenta empresas conserveiras porém, menos de dez estám preparadas para sobreviverem ao golpe da deslocalizaçom. A saída das indústrias cara à terceiros países deriva da crescente injecçom de dinheiro procedente da Junta da Galiza dirigido a facilitarem a deslocalizaçom da produçom fora da Galiza. Esta política de subsídios destruíu por volta de 5.000 postos de trabalho desde 2006.
Embora a administraçom e o patronato considerem fulcral o setor conserveiro para a economia galega, a realidade é que está numha grave situaçom, que poderia deixar no desemprego oito mil pessoas de nom frearem a deslocalizaçom das fábricas, asseguram desde as centrais sindicais.
Conserva galega com produtos galegos?
O patronato conserveiro galego, Anfaco, reconhecia publicamente que boa parte (65%) da conserva de mexilhom --matéria prima elaborada na Galiza, de grande qualidade e reconhecimento internacional-- enlatada por conserveiras galegas empregaban bivalvos foráneos (principalmente procedentes do Chile) por resultarem mais baratos. A publicidade destes produtos como "elaborados nas rias galegas", ocasionou malestar no Conselho Regulador do mexilhom da Galiza, que rematou por apresentar diversas denúncias perante os tribunais por fraude aos consumidores.
