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alba-spAmérica Latina - Adital - Comunicado de imprensa: de 16 a 20 de maio: Assembleia de fundação dos Movimentos Sociais rumo a ALBA.


Avança a unidade entre os povos da América e do Caribe

De 16 a 20 de maio de 2013, mais de 200 delegadas e delegados de 22 países debateremos um plano de ação a ser desenvolvido em todo o continente, que terá como eixos principais:

A luta contra a militarização e a criminalização do protesto social;
A batalha contra as transnacionais e processos de privatização;
A defesa dos direitos da mãe Terra e do Bem Viver e a solidariedade internacional.

A Articulação de Movimentos Sociais rumo a ALBA tem sua origem em um amplo processo de articulação de lutas dos povos da América Latina desde meados dos anos 90 até hoje. Nesse longo caminho, destaca-se a Assembleia de Movimentos Sociais realizada no marco do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009, onde as organizações populares nos colocamos de acordo na Carta de Belém (Pará, Brasil), apostamos em construir um projeto de vida dos povos, frente à voracidade capitalista, imperialista e patriarcal.

Hoje, como há quatro anos, reafirmamos a necessidade de impulsionar "uma nova gesta de independência latino-americana, dos povos e para os povos, por uma integração popular, pela vida, pela justiça, pela paz, pela soberania, pela identidade, pela igualdade, pela liberdade da América latina, por uma autêntica emancipação, que tenha em seu horizonte o socialismo". Nesses cinco dias, debateremos com a perspectiva de continuar consolidando uma prática comum: de mobilização, de formação, de comunicação e de solidariedade concreta para avanças nesses objetivos: "A unidade e a integração de Nossa América está em nosso horizonte e é nosso caminho".

Assembleia de fundação: Assumir o desfio histórico

A essa altura, não acreditamos que seja necessário continuar destacando a importância que tem o encontro que acontecerá em uns dias. Não acreditamos nisso porque já sabemos e assumimos o desafio de construir entre todos os movimentos e organizações populares do continente a melhor assembleia de todos os tempos.

Fazendo com que seja bem diversa para pensar e analisar qual é a melhor maneira de construir uma articulação 'nossamericana' de movimentos e organizações sociais, a partir da base, do interno, a partir do povo de todo nosso continente americano.

Tamanho desafio nos corresponde, e chegou a hora, ou fizemos com que a hora chegasse. Construir uma assembleia continental dos movimentos sociais onde tentaremos continuar aprofundando as articulações para melhorá-las; tecer novas redes, inventar novas maneiras de lutar para criar um mundo socialmente mais justo, será uma das principais tarefas da assembleia.

Participarão mais de 200 representantes de movimentos e organizações sociais de 22 países de Nossa América. Organizações camponesas, sindicais, juvenis, feministas, culturais, de povos originários, universitários, trabalhadores/as, em defesa do ambiente; intelectuais orgânicos etc. Passaram-se quatro anos desde a Carta de fundação de Movimentos Sociais rumo a Alba, redigida em Belém. Quatro anos depois, construiremos a I Assembleia Continental de Movimentos Sociais rumo a Alba. Momento de balanços, avaliações; novos desafios, propostas, críticas e correções.

O programa da assembleia girará em torno a analisar a conjuntura política, econômica, cultural, militar e ideológica do capitalismo atual, como também os processos de integração latino-americana que existem. A partir dessa análise coletiva, tentaremos começar a delinear propostas em torno às solidariedades necessárias, formação política e pedagógica para nossos movimentos e organizações em âmbito continental; desenvolver estratégias em torno à comunicação popular, à organização continental dessa articulação.

Sem dúvida, será um encontro que servirá para sustentar a conformação dos diversos Capítulos Nacionais da Alba, como também poder conhecer outras maneiras de organização em cada Capítulo. Poder ir conhecendo como se dá a vinculação entre as lutas em cada país, com a solidariedade e o acompanhamento continental. Conhecer e analisar as diferentes maneiras de vincular-se de cada Capítulo Nacional com o governo de seu país. Apresentar planos de ação propostos por cada Capítulo, como também as necessidades de cada um deles. A partir disso, poder chegar a uma síntese de por onde e como essa articulação irá caminhar.

Estamos fazendo isso há anos; porém, encontrar-se cara a cara com aquele irmão-irmã que vive, luta, sente, desfruta, sofre em nosso continente será uma situação sumamente enriquecedora e esperançadora. Porque lá veremos e perceberemos de maneira mais fidedigna que não estamos sozinhos/as; que estamos acompanhados no sonho de construir a segunda e definitiva independência americana; que nossa pátria [e maior do que nos fizeram acreditar e que temos tudo para dar a ela.

Não é necessário repetir a importância dessa assembleia; já sabemos... Por isso é que nos encontraremos na I Assembleia Continental dos Movimentos Sociais rumo a Alba, que será a assembleia de fundação.

São Paulo, 15 de maio de 2013.


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