"Hugo Chávez declarou que o petróleo pertencia ao povo. Usou os dólares obtidos para eliminar 75% da pobreza extrema (do país) e fornecer um sistema sanitário e educação de graça para todos. Isso o tornou perigoso. Os Estados Unidos aprovaram um golpe de Estado para derrubá-lo apesar de ter sido eleito democraticamente". São as palavras do diretor norte-americano publicadas na sua conta oficial no Twitter.
"Antes que nos encorajassem a lançar-nos à Guerra do Iraque, os meios de comunicação americanos estavam ocupados apoiando a deposição de Chávez. Um total de 54 países permitiu aos Estados Unidos deter (e torturar) suspeitos. A América Latina, graças a Chávez, foi o único lugar que disse não", acrescentou o diretor.
Michael Moore, que conheceu Chávez no Festival de Cinema de Veneza, quando soube que o revolucionário venezuelano se hospedava no mesmo hotel que ele, explicou que "Conversamos durante mais de uma hora. Disse que gostava de finalmente conhecer alguém a quem George W. Bush odiava mais do que a ele", afirmou.
Moore decidiu lembrar a figura de Chávez, disse, porque as pessoas "não escutarão muitas coisas boas sobre ele na imprensa norte-americana durante os próximos dias". "Pensei em dizer algumas coisas para equilibrar um pouco a balança", concluiu.