É com a maior alegria e confiança que saúdo a equipa fundadora que se atirou a esta empresa ambiciosa de cumprir a missão de “defender os interesses da maioria social” e “dar voz aos que não têm voz”, muito necessária missão neste mundo cada vez mais bárbaro e perigoso.
Com o Diário Liberdade, podemos ganhar um inestimável novo espaço de informação e formação livres das mentiras e pressões ideológicas dos mídias do sistema. Aqui de Portugal, propomo-nos consultar, criticar, debater, apoiar e participar no Diário Liberdade, o único portal internacional lusófono de cariz anticapitalista e revolucionário.
Além do mais, quero salientar o aspecto linguístico. Com os galegos e todos os povos lusófonos partilhamos a nossa primeira pátria comum, a bela língua galaico-portuguesa a que estamos ligados por laços afectivos e que nos une a todos como zona de afirmação de identidade e de pensamento. Importante como é, ela será também a nossa pátria derradeira, pois perdurará para lá da extinção das pátrias, num espaço infinitamente mais amplo, a esplendorosa comunidade internacional que, esperemos, verá a luz do dia quem sabe se bem mais cedo do que muitos imaginam.
Desde que entretanto demos a morte ao dragão horroroso que nos asfixia com o seu bafo ardente.
Por fim, recordo dois poemas que nos podem inspirar. Primeiro, os versos de Paul Eluard contra o fascimo:
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie.
Je suis né pour te connaître,
Pour te nommer
Liberté.
Por fim, as estrofes finais do hino da Maria da Fonte, aquela mulher de valor que, de lá do seu Minho raiano, “de pistolas à cintura, a cavalo e sem cair”, tocou a reunir e clamou:
Ei avante,
Não temer,
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer!

Ana Barradas (Política Operária) - Não podia ser mais auspiciosa a escolha do nome deste belo portal que a iniciativa dos nossos irmãos galegos pôs à disposição dos revolucionários lusófonos de todo o mundo: Diário Liberdade. 