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Ramiro Vidal

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A república do verbo

Nom te chames de guerrilheiro

Ramiro Vidal - Publicado: Domingo, 22 Novembro 2015 08:05

O termo “guerrilla” aparece pola primeira vez na “Guerra da Independência” espanhola, para denominar um método de luita, a “guerra de guerrilhas”. Um povo sem formaçom militar, nem estrutura nem tecnologia bélica própria dos exércitos regulares da época, enfrentava-se nos caminhos, nos montes, nas proximidades dos núcleos de populaçom à potente maquinária de guerra das tropas napoleónicas. Pequenos grupos armados com ferramenta do campo ou do mar, ou armas de caça, emboscavam e causavam baixas nos soldados de Napoleon, fazendo-os recuar. Um método de guerra que serviu para derrotar a um exército imperial poderoso, que mantivo doblegada a toda Europa.


Muitas som as guerras heróicas que se tenhem ganhado luitando desde umha correlaçom de forças desigual, povos que derrotarom a exércitos superiores em armamento e conhecimentos nas artes militares. Lembro aos mambises em Cuba, a guerrrilha vietnamita que derrotou ao imperialismo francês e ao norte-americano, a guerrilha bereber de Abd-El Krim....

Como nom recordar referentes mais cercanos, como as guerrilhas da FRELIMO, o MPLA, o Partido Africano... ou as guerrilhas latinoamericanas, como o MRTA, Sendero Luminoso, FARC, EPR...como nom lembrar a guerrilha indonésia, como nom lembrar aos e às camaradas do Novo Exército do Povo nas Filipinas, ou a guerrilha independentista de Timor.

E jamais, jamais esquecer aos nossos, às nossas... a Henriqueta Outeiro, ao Piloto, ao Foucelhas, a Gomes Gaioso... a guerrilha é o laboratório popular onde o povo desenvolve a ciência da guerra contra o poderoso.

Mas, tu? Tu nom és um guerrilheiro. Tu que te gavas de escravizar sexualmente a mulheres e meninas, tu que traficas com drogas e com obras de arte, com petróleo roubado, com seres humanos... que lhe compras armamento a estados genocidas, que extorsionas e tomas como refens populaçons inteiras. Tu, que submetes a um estado de terror a quem vive sob o teu domínio. Tu, que praticas execuçons públicas brutais, e que provocas massacres indiscriminados em qualquer lugar do mundo...que procuras o martírio e a matança do infiel, quantas mais vidas melhor, em honor à tua merda de Deus... tu? Tu nom podes chamar-te de guerrilheiro. Mercenário, gangster, assassino, lunático, fascista, terrorista... qualquer cousa menos guerrilheiro. Que ninguém suje a memória de Foucelhas, do Ché Guevara ou de Marulanda chamando-te de guerrilheiro. Os guerrilheiros, as guerrilheras, luitam por um mundo melhor. Celebrarei cada obús que te rebente disparado por umha guerrilheira curda. Para que as mulheres, curdas, árabes, africanas nom chorem mais nas tebras da tua violência bestial. Para que os povos do Oriente, do Magreb, da África subsaariana se libertem do teu lixo supremacista étnico e de classe, do teu sórdido fanatismo, do pesadelo nihilista do teu crime. Tu, guerrilheiro? Tu, monicreque das monarquias absolutistas saudís, do estado nazi-sionista de Israel e dos Estados Unidos!!!

Tu, cabrom, reza para morrer a maos dos teus financiadores, porque a guerrilha é a que vai vingar de verdade as tuas vítimas. Tu, guerrilheiro? Tu, matom indigno...


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