Nesta segunda-feira, 22 de setembro, a coalizão formada pelo imperialismo norte-americano com mais de 30 países para atacar o Estado Islâmico (EI) na Síria começou a bombardear o País. Desde agosto os EUA vinham atacando as posições dos guerrilheiros sunitas do EI no norte do Iraque, com ajuda de seu inimigo histórico, o Irã. Os franceses se incorporaram aos ataques mandando caças para bombardear a região. Agora os ataques se estenderam para a Síria, como o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que faria há duas semanas atrás. Entre os aliados dos EUA nos ataques na Síria estão alguns países árabes: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Jordânia.
As razões alegadas pelo imperialismo são as mesmas de sempre. Uma "guerra contra o terror", acompanhada de uma campanha sobre as atrocidades dos extremistas, com as quais o imperialismo não se importou enquanto os financiava. E o financiamento a grupos "rebeldes" continua. O imperialismo norte-americano ataca o EI, que saiu de controle, para defender a posição de seus mercenários na Síria, chamados pelos EUA de "milícias moderadas". Na semana passada, o Congresso norte-americano aprovou o uso de US$ 500 milhões para treinar as "milícias moderadas" da Síria. Estão atendendo às reivindicações do PSTU, que chama as "milícias moderadas" financiadas pelos EUA de revolucionários. Assim como chamaram de revolucionárias às "massas" arrastadas pelos fascistas teleguiados por Washington para derrubar Ianukovich na Ucrânia, em fevereiro.
Esse fato, com pouco destaque na imprensa burguesa, mostra que toda a encenação de "guerra ao terror", de se defender de uma "ameaça ao ocidente", de combater o "extremismo" etc., na verdade tem como objetivo enfraquecer e derrubar o governo de Bachar Al Assad. São as bombas que não jogaram no fim de 2013, sob pressão da Rússia, e que agora jogam graças ao pretexto dado pelo avanço vertiginoso do EI, resultado da própria intervenção do imperialismo contra o mesmo Al Assad. Não é à toa que, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (24), o presidente Obama aproveitou para atacar, nas entrelinhas, a própria Rússia.